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D’Minas Turismo agraciada com Prêmio Upis de Turismo

19/12/2016

A D’Minas Turismo fecha o ano agraciada com o Prêmio Upis de Turismo, eleita como a “Melhor Agência de Turismo de Experiência” das cidades sede das Olimpíadas 2016. Concorrendo com mais cinco agências de cidades que receberam as Olimpíadas de 2016, a D’Minas Turismo foi eleita com 35,85% dos votos. A cerimônia de entrega do mérito foi realizada no dia 27 de setembro, no Teatro General Uchôa, no campus I da Upis em Brasília.

Os Diretores da D'Minas Turismo, Ricardo e Tatiana, com o Prêmio Upis de Turismo

Os Diretores da D’Minas Turismo, Ricardo e Tatiana, com o Prêmio Upis de Turismo

Honrados com a premiação os diretores agradeceram a indicação, a expressiva votação da agência e falaram sobre a importância do recebimento de uma premiação deste nível. Para Tati Campos, Gerente de Operações da D’Minas Turismo a indicação foi uma surpresa e uma grande satisfação: “Ser indicado a um Prêmio de uma faculdade reconhecida no ensino do turismo no Brasil, que está em outro estado, por uma comissão de notáveis que escolheu as agências na primeira fase, nos deixa muito felizes, pois demonstra que nossos serviços e práticas vem sendo acompanhados pelo mercado e pelo trade nacional”, destaca a Gerente. Já Ricardo Campos, Diretor Executivo, revela que a indicação e posterior eleição foram muito comemoradas por toda a equipe e que o resultado vem ao encontro do desejo da D’Minas Turismo de ofertar variadas soluções em turismo em Minas Gerais, incluindo o turismo de experiências. Ele revela ainda que o prêmio chega num momento em que a agência pretende ofertar aos seus clientes um guia com experiências por destinos diversos de Minas Gerais, visando que estes produtos sejam do conhecimento dos operadores e agentes e que assim possam ofertar os produtos ao mercado. “Um Prêmio como esse gera valor para nossa marca e nos traz ainda mais responsabilidade para ofertar serviços cada vez melhores para nossos clientes” finaliza Ricardo.

Prêmio Upis de Turismo é um dos mais tradicionais do país

Prêmio Upis de Turismo é um dos mais tradicionais do país

O Prêmio

O Prêmio UPIS de Turismo foi criado em 1990 com o intuito de homenagear profissionais e organizações que contribuem para o desenvolvimento do turismo brasileiro. Em 26 anos de premiação, diversas organizações tiveram seus trabalhos reconhecidos, além de profissionais de todo o Brasil.

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Prêmio Upis: a 26 anos agraciando profissionais e organizações que se destacam no trade turístico

A UPIS

Fundada em 5 de dezembro de 1971, a UPIS – Faculdades Integradas é uma das instituições mais tradicionais de ensino superior do DF. Seu curso de graduação em Turismo foi o primeiro a ser implantado na região Centro-Oeste e o segundo no Brasil. Por investir constantemente em estrutura e no aperfeiçoamento técnico e científico, alcançou reconhecimento com a Certificação Internacional de Qualidade, o ISO 9001, para os cursos de graduação e pós-graduação, diferencial que garante aos alunos a qualidade reconhecida internacionalmente e abre oportunidades no mercado de trabalho.

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Carnaval de BH desponta como um dos melhores do país

19/12/2016

Escolas de Samba, blocos caricatos, desfiles de corsos, encontro de blocos afro e os famosos blocos que arrastam multidões de pessoas pelas ruas de Belo Horizonte, com muita alegria, descontração e segurança. Não é a toa que o Carnaval de BH se tornou em poucos anos um dos destinos mais desejados do Brasil para aqueles que procuram cidades em que a folia reina.

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Bloco Baianas Ozadas: multidão toma conta das ruas em um carnaval sem corda, organizado e muito seguro – Foto Ju Marinho – Facebook Carnaval de BH

O Carnaval de BH retomou sua história e atratividade a partir de 2013 quando diversos blocos emergiram nos bairros para percorrer as ruas da cidade. O sucesso foi tão grande que de 2013 para 2016 o público presente nos dias de festa passou de 500 mil para 2 milhões de pessoas, o público que no início era formado apenas pelos habitantes de Belo Horizonte e região metropolitana passou a receber turistas do interior de Minas Gerais e de todo o Brasil.

Para o Diretor da D’Minas Turismo, Ricardo Campos, o Carnaval de BH hoje já é um produto turístico e que vem se consolidando. Segundo Campos, o carnaval surgi de forma espontânea entre os moradores, mas o sucesso e o número de pessoas presentes nos dias de folia, bem como a infraestrutura do evento e principalmente a tranquilidade e segurança tem atraído muitos visitantes de outros estados e até países. “É notório que outros destinos brasileiros amplamente consolidados como destinos de carnaval chamam ainda muito mais atenção, mas já apresentam problemas relacionados a segurança. O Carnaval de BH tem um perfil bem familiar, com as famílias nas ruas tomando conta do espaço público, um carnaval gratuito mas bem estruturado, com muitas opções para quem quer se divertir”, afirma o diretor.

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Vantagens do Carnaval de BH

Além de um carnaval com perfil familiar e da segurança já citada por Ricardo, ele indica outras vantagens para que operadores e agentes possam ofertar o Carnaval de Belo Horizonte como um produto estruturado para seus clientes.

– Perfil do público: o carnaval de Belo Horizonte tem perfil familiar, gente bonita e tranquila que só quer brincar o carnaval com alegria.

– Seguro com pequeno número de ocorrências: pelo perfil familiar dos blocos, a atuação da polícia militar e trabalho realizado pelos próprios blocos, pode-se afirmar que o carnaval de Belo Horizonte é muito seguro, com baixo índice de ocorrências que se resumem a pequenos furtos.

– Baixo custo: por ser um carnaval sem cordas o destino Belo Horizonte já é vantajoso financeiramente para os foliões que visitam a cidade. A hotelaria é outro ponto de destaque, pois são ofertadas diárias com valores menores que os praticados durante outros períodos. Comparados com outros destinos da folia no Brasil, BH tem um excelente custo benefício.

Carnaval de Belo Horizonte atrai cada vez mais público. Índice de satisfação é alto - Foto: André Fossati

Carnaval de Belo Horizonte atrai cada vez mais público. Índice de satisfação é alto – Foto: André Fossati

– Variedade dos blocos: somente em 2016 foram 218 blocos de rua que saíram para brincar o carnaval  na cidade e alguns com temas bem específicos. Além da tradicional música baiana presente na maioria dos blocos, tem bloquinhos exclusivos para as crianças, bloco que só toca Jazz, bloco de músicas católicas e bloco de músicas evangélicas, uma variedade que atende a todos os públicos.

– Proximidade com outros destinos e atrativos: quem escolhe Belo Horizonte como destino para brincar o carnaval pode incluir em sua passagem pela cidade passeios bate e volta para conhecer cidades como Ouro Preto e Mariana e atrativos como o renomado Inhotim, maior museu de arte moderna a céu aberto do mundo.

Para finalizar Ricardo destaca a alegria e descontração presente no carnaval de BH: “O legal do carnaval de Belo Horizonte é que as pessoas estão se fantasiando, entrando na temática proposta pelos blocos, também usam as fantasias para realizar as tradicionais críticas sociais e políticas presentes em eventos públicos. O público com suas fantasias criativas levam cor, luz, alegria e descontração para as ruas da capital. Isso tudo faz que o carnaval seja cada vez mais um espaço de expressão e se torne muito singular para quem visita a cidade”, finaliza.

Venha para o Carnaval de Belo Horizonte com sua família e se surpreenda.

Pena de Pavão de Krishna: um dos tradicionais blocos de BH é inspirado na cultura indiana e tem o violino como um dos principais instrumentos musicais.

Pena de Pavão de Krishna: um dos tradicionais blocos de BH é inspirado na cultura indiana e tem o violino como um dos principais instrumentos musicais. – Foto Júlia Lanari

O que fazer nas 4 cidades mineiras Patrimônios Mundiais da Humanidade

19/12/2016

Você tem muito motivos para visitar Minas Gerais, um deles: é o estado brasileiro com o maior número de títulos de Patrimônio Mundial da Humanidade concedidos pela Unesco. Ouro Preto foi a primeira cidade do Brasil a receber a distinção (1980), seguida por Congonhas (1985), Diamantina (1999) e Belo Horizonte (2016).

O Jornal Turismo de Minas listou nesta matéria os principais atrativos das quatro cidades mineiras que são Patrimônios Mundiais da Humanidade. Programe sua viagem e se encante com estes lugares admirados pelo mundo inteiro.

OURO PRETO

É só pisar na Praça Tiradentes, o epicentro de Ouro Preto, para começar a atinar a história da antiga Vila Rica. Ali, estudantes e turistas transitam entre o monumento ao mártir que dá nome à praça e ao imponente Museu da Inconfidência, que explica o desenvolvimento da cidade. De suas laterais escorrem ladeiras de paralelepípedos que abrigam um dos mais proeminentes conjuntos arquitetônicos do país, tombado como primeiro patrimônio cultural do Brasil pela Unesco, em 1980, com casas e igrejas barrocas e rococós moldadas por mestres como Aleijadinho e Ataíde. Pousadinhas históricas, ateliers, feiras de artesanato e uma vibrante cena de festivais completam o destino.

A bela Ouro Preto é uma das cidades mais visitadas de Minas Gerais

A bela Ouro Preto é uma das cidades mais visitadas de Minas Gerais

Atrativos:

A construção de 1766 da Igreja São Francisco de Assis surge imponente no Largo de Coimbra, com o fantástico medalhão da fachada esculpido por Aleijadinho. O forro da nave é uma das maiores obras do mestre Ataíde, que levou mais de dez anos para pintá-lo.

A Igreja Nossa Senhora do Carmo em estilo rococó é um dos últimos projetos do arquiteto Manuel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho, e costumava ser frequentada pela aristocracia de Vila Rica. Enche os olhos o dourado da portada, do lavabo da sacristia, dos púlpitos e dos altares laterais, obra de Ataíde.

Difícil não ficar extasiado com o interior da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar: mais de 400 quilos de ouro forram as talhas da nave a da capela-mor, e a riqueza de detalhes é absolutamente estarrecedora. O Museu de Arte Sacra, no subsolo da sacristia, exibe imagens de Nossa Senhora do Pilar, Santa Bárbara e Nossa Senhora da Conceição.

Frequentada pelos escravos – Nossa Senhora do Rosário é considerada sua protetora -, a Igreja Nossa Senhora dos Rosários do Pretos tem formas curvas no exterior, o que foge da estrutura retilínea padrão das outras construções mineiras do século XVIII. O lado de dentro é modesto, com altares dedicados aos santos negros.

Instalado no prédio da antiga Casa de Câmara e Cadeia, o Museu da Inconfidência explora a história da cidade e da inconfidência mineira, falando da mineração, da independência do país e do subsequente império. A parte mais importante do acervo está no primeiro andar, com o panteão dos restos mortais de 16 inconfidentes.

Na antiga casa do noviciado da Igreja Nossa Senhora do Carmo, onde o Aleijadinho viveu seus últimos anos, o Museu do Oratório dispõe mais de 160 oratórios dos séculos XVII ao XX: mínimos e enormes, simples e elaborados, portáteis ou domésticos, com imagens pintadas, esculpidas ou xilogravadas.

De 1770, o Teatro Municipal é discreto, mas cheio de história: a pequena casa de ópera é considerada pelo Guiness Book o teatro mais antigo das Américas ainda em funcionamento. A programação inclui peças, shows e concertos.

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O acervo da Escola de Minas/UFOP, uma das mais antigas de engenharia do Brasil, foi arranjado no antigo Palácio dos Governadores de 1741. No Museu de Ciência e Técnica são mais expressivas as áreas dedicadas à mineralogia, com mais de 10 mil amostras de rochas, e à mineração, que reproduz o ambiente de uma antiga mina de ouro. Explora-se ainda história natural, química e astronomia.

A visita à Casa dos Contos, antiga casa de pesagem e fundição do ouro extraído na região começa com um vídeo sobre o lugar, que também já serviu de prisão aos inconfidentes. Estão em exposição livros e documentos da época, mobiliário dos séculos XVIII e XIX e, na senzala, um dos poucos espaços da cidade com painéis explicativos dedicados aos escravos.

A Feira do Largo de Coimbra, ao lado da Igreja de São Francisco de Assis, tem barraquinhas com peças de diferentes tamanhos feitos artesanalmente em pedra-sabão, de porta-joias a xícaras, vasos, jarras e até jogos de tabuleiro.

O passeio de trem tem início na estação, onde uma maquete e painéis contam sobre a ferrovia. Depois, cumpre-se o trajeto de 18 km até Mariana com montanhas e cachoeiras passando na janela. Pode-se optar pelo vagão convencional ou o panorâmico, climatizado e com janelas maiores. Sente do lado direito do trem, para aproveitar melhor as paisagens.

No bairro de São Cristóvão, a Mina du Veloso é a antiga propriedade do Coronel José Veloso do Carmo, que chegou a ter mais de 200 escravos na região. Ela tem 500 metros de extensão (300 m acessível ao público), com salões com poços d’água e diversas galerias.

Ouro Preto tem ainda 12 distritos, entre os mais frequentados estão Lavras Novas com pousadas charmosas e restaurantes que só abrem aos fins de semana; Santo Antônio do Leite e Glaura, reduto de quem faz trilha de bicicleta na região; Amarantina um bate e volta interessante para conhecer o Museu das Reduções; e São Bartolomeu que guarda a tradição da goiabada cascão, caseira, feita por várias gerações de famílias que colhem as goiabas de seus próprios quintais.

CONGONHAS 

Aleijadinho deixou a sua marca na que viria a ser considerada umas das principais obras do barroco, o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, ícone de Congonhas. A cidade ainda abriga festejos durante a semana santa, como procissões e encenações da Paixão de Cristo.

Santuário de Bom Jesus de Matozinhos em Congonhas: arte pura

Santuário de Bom Jesus de Matozinhos em Congonhas: arte pura

Atrativos:

O Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos foi construído depois que o minerador português Feliciano Mendes teve uma prece atendida e decidiu levantar fundos para edificação de um santuário parecido com o Santuário de Braga, em Guimarães, e o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, no Porto.

Tombado pela Unesco como Patrimônio Cultural Mundial, em 1985, o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos tem 12 profetas esculpidos por Aleijadinho em pedra sabão. O profeta Daniel, que guarda a entrada da igreja, é considerado a obra prima do artista.

É formado pela Basílica, o Conjunto dos Profetas, as Capelas dos Passos – Via Sacra, a Capela do Santíssimo, a Sala dos Milagres e a Sede da Administração do Santuário.

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A principal capela da Via Sacra é a que retrata a subida do calvário, pois o Cristo, esculpido por Aleijadinho e pintado por Mestre Ataíde, é considerado pelos pesquisadores a expressão barroca mais forte da América Latina.

Outro ponto turístico de Congonhas é a Romaria, que servia de hospedagem para os fiéis, que lotam a cidade de 7 a 14 de setembro, durante o Jubileu do Senhor Bom Jesus. Hoje é um espaço cultural, com museus e informações turísticas.

Tem ainda o Museu de Congonhas, inaugurado ano passado, com um acervo composto por 342 peças de arte sacra e objetos de religiosidade popular, com destaque para ex-votos e santos de devoção.

DIAMANTINA 

Diamantina tem toda sua história atrelada à exploração de ouro e de diamantes na região. Graças à beleza e ao cuidado do centro histórico, repleto de casarões coloniais preservados, a cidade recebeu o título de patrimônio cultural pela Unesco, em 1999. Pelas ruazinhas e vielas se ouve um pouco da música local em rodas de violão, fanfarras e serestas; vale encarar suas ladeiras para conferir as igrejas e lojinhas de artesanato.

Casa da Glória: um dos símbolos de Diamantina

Casa da Glória: um dos símbolos de Diamantina

Atrativos:

Cartão-postal da cidade, o Passadiço da Casa da Glória é uma bela passagem que une duas casas coloniais que já foram residências, orfanato, escola para meninas e hoje são sede do Instituto Casa da Glória. Dizem que o passadiço foi erguido para que as internas pudessem atravessar a rua longe dos olhares dos rapazes.

A Casa JK, na qual Juscelino Kubitschek passou parte de sua infância, foi transformada em museu dedicado ao ex-presidente após sua morte. No interior há uma reunião de fotos, objetos pessoais, uma biblioteca e a réplica de seu consultório médico.

Apesar do nome, o forte do Museu do Diamante é a arte sacra, mobílias e armas dos séculos XVIII e XIX. Uma ala é dedicada à mineração, com algumas pedras expostas e instrumentos usuais do garimpo.

Na Casa de Chica da Silva se as paredes falassem contariam muito do romance vivido pela ex-escrava com João Fernandes de Oliveira. Foi ali que a família cresceu e criou seus treze filhos. No interior há uma exposição permanente de painéis, quadros e poemas inspirados em Chica.

Diamantina está repleta de igrejas. A Igreja Nossa Senhora do Carmo é uma das maiores e mais ricas – com 80 quilos de ouro, e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário é a mais antiga ainda de pé. A mais fotogênica é a Igreja de São Francisco de Assis, com seus três sinos. A Catedral Metropolitana data de 1933 e é a matriz da cidade, e a Capela Imperial do Amparo reúne importantes imagens do século XVIII.

O Mercado Velho foi construído em 1835 para os tropeiros que passavam pela região poderem vender seus produtos. Hoje abriga o Centro Cultural David Ribeiro e, aos sábados, tem feira de produtos típicos, com comidinhas e artesanato.

O prédio do Cineteatro Santa Izabel funcionou como cadeia por 60 anos antes de servir para o entretenimento. O local tem capacidade para 130 pessoas e espaço para exposições e espetáculos musicais.

No Garimpo Real é possível acompanhar, através de visitas guiadas, todo processo de extração de pedras preciosas de um garimpo de verdade. Evite épocas de chuva, quando não é possível extrair pedras.

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O Caminho dos Escravos foi feito de pedras no século XVIII para ligar o velho Tijuco e o Mendanha. Na época era passagem para animais, depois virou rota de mineiros e hoje, em pleno estado de conservação, é usado para caminhadas ecológicas.

Localizado próximo a Câmara Municipal, o Chafariz da Câmara tem seis bicas em formato de carranca feitas em pedra. Na época da colônia os moradores da cidade buscavam água ali.

Inspiração para músicos como Milton Nascimento, o Beco do Mota é point dos universitários e de quem quer aproveitar a noite agitada nos bares e restaurantes. Como as casas da região tem entradas tanto pela Rua da Quitanda quanto pelo Beco do Mota, reza a lenda que os homens entravam nas casas pela Rua da Quitanda e se divertiam no Beco do Mota, antiga zona de prostituição, onde as mulheres “de bem” não podiam frequentar.

A Vesperata, que acontece aos sábados, de abril a outubro, é o grande evento de Diamantina. Mesas e cadeiras são espalhadas por toda Rua da Quitanda, onde ao centro o maestro, sobre um tablado, rege os músicos da Banda do 3º Batalhão da PMMG e da Banda Mirim Prefeito Antônio de Carvalho Cruz, que estão instalados nas sacadas dos casarões. É um espetáculo único, que envolve a plateia com canções clássicas e atuais.

Há 8 km de distância de Diamantina, a pacata vila Biribiri foi construída no século XIX para abrigar os funcionários da Companhia Industrial de Estamparia. Hoje, tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), tem cerca de 30 casas e uma igrejinha colonial. No próximo Parque Nacional do Biriri há várias nascentes e cursos d´água que formam cachoeiras gostosas para tomar banho entre a vegetação do cerrado, campos rupestres e matas de galeria.

BELO HORIZONTE

Metrópole emoldurada pela Serra do Curral, Beagá é uma capital dinâmica, interessante e boêmia. Chefs talentosos revigoram a cena gastronômica, a Praça Liberdade forma um dos maiores conjuntos culturais do país, a hotelaria se expande e os bares e botecos renovam-se e fervilham de mineiros bons de papo.

Belo Horizonte com a expressiva arquitetura de Niemeyer hoje conhecida pelo mundo inteiro

Belo Horizonte com a expressiva arquitetura de Niemeyer hoje conhecida pelo mundo inteiro

Atrativos:

Pampulha:

Encomendada por Juscelino Kubitschek nos anos de 1940, a Pampulha foi toda moldada por Oscar Niemeyer. Não perca a Igreja de São Francisco de Assis, cuja Via Sacra é composta por quatorze painéis de Cândido Portinari, a Casa do Baile, que hoje abriga exposições e informações sobre a região, e o Museu de Arte da Pampulha, com obras de Alberto da Veiga Guignard, Emiliano Di Cavalcanti, Ivan Serpa, Tomie Ohtake, Franz Weissman e ilcar de Castro. Os belos jardins que circundam a lagoa foram projetados pelo paisagista Burle Marx. Em 2016, o Conjunto Moderno da Pampulha, que compreende estes três espaços e o Iate Tênis Clube, recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. A região ainda abriga atrativos como a Casa Kubitschek, o Parque Ecológico e a Fundação Zoobotânica, com o Jardim Zoológico e o Aquário do Rio São Francisco. Sem falar na visita guiada ao Estádio Governador Magalhães Pinto – Mineirão, recauchutado pós-Copa de 2014, onde você conhece as cadeiras especiais, os camarotes, desce até a beira do campo e percorre os vestiários e a sala de aquecimento. Aproveite para ver também o Museu Brasileiro do Futebol, com recursos multimídia que exploram o histórico dos quase 4 mil jogos já realizados ali, com desenhos táticos das equipes e fichas biográficas dos jogadores.

Mercado Central:

São mais de 400 lojas para entrar no clima mineiro através da comida – ervas, raízes, frutas, doces caseiros, cachaças, queijos, biscoitos. Corredores temáticos oferecem ainda louças, artesanatos, objetos de decoração. Para não se perder na imensidão de produtos, o mercado tem visitas guiadas que podem ser agendadas. Não deixe de provar o fígado com jiló. Em 2016, o Mercado Central de Belo Horizonte foi eleito pela revista Tam nas Nuvens o 3º melhor mercado do mundo.

Circuito Liberdade

No Circuito Liberdade são 16 museus e espaços culturais, com menção honrosa para o Memorial Minas Gerais – Vale, que homenageia mineiros célebres como Milton Nascimento e Sebastião Salgado, o Espaço do Conhecimento UFMG, com planetário e telescópio, o Museu das Minas e do Metal, com suas colunas neoclássicas e azulejos centenários, o Centro Cultural Banco do Brasil e a Casa Fiat de Cultura, sempre com mostras de peso. Além de conhecer os museus, caminhe pela Praça da Liberdade e aprecie os jardins floridos, as fontes e o coreto. Cercada por prédios históricos como o Edifício Niemeyer e o Rainha da Sucata, a praça é dividida pela Alameda Travessia, com suas enormes palmeiras, que leva ao Palácio do Governo.

Museus:

No Museu de Artes e Ofícios a vistosa estação de trem é ocupada por um tributo aos trabalhadores do período pré-industrial brasileiro: há alas dedicadas por exemplo à cerâmica, ourivesaria, mineração, comércio e têxtil, com objetos, instrumentos e utensílios originais dos séculos XVIII ao XX. O Museu Histórico Abílio Barreto foi projetado por Juscelino Kubitschek quando ele foi prefeito da cidade, o espaço conta a história de Beagá com 70 mil itens englobando as áreas de arqueologia, artes visuais, biblioteconomia, ciência e tecnologia. O acervo está em constante expansão e tem elementos curiosos como gramofones, placas de ruas antigas, objetos da época da escravidão (grilhões, correntes) e fragmentos de edifícios da cidade. O Museu Giramundo apresenta desenhos e projetos técnicos de Álvaro Apocalypse, que construiu bonecos por mais de 40 anos, junto ao maior acervo de teatro de bonecos das Américas. Para vê-los em ação, cheque a programação de apresentações: em 2016 há montagens todos os sábados às 11h, como “Baú de Fundo Fundo”, “Bela Adormecida”, “O Aprendiz Natural”, “Carnaval dos Animais” e “Pedro e o Lobo”. Uma visita ao Museu de Ciências Naturais Puc Minas é diversão garantida para a garotada. O destaque da coleção de paleontologia são os enormes dinossauros. Tem ainda anfíbios, répteis, aves e mamíferos.

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Parques:

No Parque das Mangabeiras o projeto paisagístico de Burle Marx embelezou ainda mais essa área da Serra do Curral, com 2,3 milhões m² de matas nativas. Moradores e turistas aproveitam lago, trilhas, quiosques, quadras poliesportivas, pista de skate, brinquedos para crianças e arenas para shows e teatros. O Parque Municipal Américo Gianneti fica no centro da cidade e abriga o Teatro Francisco Nunes, o orquidário, um parque de diversões e os fundos do Palácio das Artes. Tem três lagoas, árvores exóticas e nativas, mais de 100 espécies de aves e outros animais. O Parque Ecológico da Pampulha é o lugar ideal para soltar pipas, brincar no playground, fazer caminhada ou andar de bicicleta. Outra boa pedida é fazer um piquenique debaixo da copa das árvores. O Parque da Serra do Curral é um convite para os mais aventureiros, que querem explorar esse cartão postal de BH. Com altitude de até 1.380 tem trilhas, mirantes e praças de convívio.

Praças:

Há diversas praças dignas de nota na capital mineira. Começando pela Praça do Papa (Praça Israel Pinheiro), no alto das Mangabeiras, onde o Papa João Paulo II realizou uma missa em 1980 e posteriormente foi erguido um monumento – a panorâmica para a cidade é imbatível. Na Praça da Savassi (Praça Diogo de Vasconcelos) concentra-se bares, restaurantes e comércio agitado. Mais atribulada ainda é a Praça Sete de Setembro, onde está o cruzamento das principais avenidas da cidade – Afonso Pena e Amazonas. Fincado ali está o monumento conhecido como Pirulito, de 1924, um obelisco de granito com sete metros de altura.

Feira de Arte e Artesanato:

Aos domingos, centenas de barracas tomam dois quarteirões da Avenida Afonso Pena e são visitadas por milhares belo-horizontinos e turistas de todo lugar. Há desde roupas da moda até caricaturas, bolsas, bijuterias, móveis e objetos de decoração. Para o lanche, milho verde, cuscuz, tapioca, pamonha, acarajé, cocada e bolo de tabuleiro rolam soltos.

Mirante do Mangabeiras:

Numa área de preservação ambiental, ao lado do Palácio do Governador, o mirante, com dois decks de madeira, proporciona aos visitantes uma bela panorâmica de Belo Horizonte. Em dezembro será inaugurado uma tirolesa, com 800 metros de extensão, 70 metros de altura e velocidade de até 100 Km/h, que levará os aventureiros do mirante ao Parque das Mangabeiras.

Arte e espetáculo:

O Palácio das Artes é vinculado à Fundação Clóvis Salgado, complexo arquitetônico que ocupa uma área de 900 mil m² dentro do Parque Municipal. A programação é repleta de montagens de óperas, peças teatrais, concertos, espetáculos de dança e shows de música popular de importantes grupos artísticos da cidade. Também há sessões de cinema. A Sala Minas Gerais foi inaugurada em 2015, e é uma das salas para concertos com acústica mais sensível do país: tem a plateia disposta ao redor da orquestra no formato “caixa de sapato” (também visto na Sala São Paulo e na Boston Symphony Hall). Cheque a programação para comparecer às apresentações da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais – são 1400 lugares. O Sesc Palladium tem um grande teatro com capacidade para receber 1.321 pessoas, além de um teatro de bolso, cinema, café, acervo literário, loja de artesanato, galeria de arte e espaços multiuso. Recebe espetáculos de música, dança e teatro. O prédio da década de 1930 resgata o estilo Art Déco do Cine Theatro Brasil, casa de espetáculos mais antiga em atividade em BH. É dividido em quatro espaços: salão para 500 pessoas, dois andares de galerias, teatro para pequeno e médio porte e grande teatro.

E aí, tá animado para começar a viagem? Conheça Minas Gerais e suas riquezas.

Fonte: Turismo de Minas – O Guia Turismo de Minas é um dos mais importantes periódicos do turismo mineiro. Quer conhecer outros destaques de Minas? Clique aqui

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Conjunto Moderno da Pampulha se torna Patrimônio da Humanidade

17/07/2016

Um conjunto que possui um Valor Universal Excepcional e que apresenta a síntese dos preceitos da arquitetura e das formas de viver anunciadas a partir da década 40, do Século XX. Assim foi considerado o Conjunto Moderno da Pampulha que se tornou em 17 de Julho de 2016 um Patrimônio da Humanidade, reconhecimento obtido junto a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) com o título inédito de Paisagem Cultural do Patrimônio Moderno. O título  valoriza esse marco vivo, íntegro e autêntico da história da arquitetura mundial e nacional. O complexo está situado em uma das regiões mais tradicionais de Belo Horizonte (MG) e é de grande significado para diversas gerações, no Brasil e no mundo.

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Conjunto Moderno da Pampulha: Patrimônio da Humanidade

A decisão aconteceu na 40ª Reunião do Comitê do Patrimônio Mundial, no Centro de Convenções de Istambul, Turquia, onde 22 países de todas as regiões do planeta avaliaram o reconhecimento desse patrimônio moderno brasileiro.

O Conjunto Moderno foi concebido com o objetivo de criar uma obra de arte total, integrando as peças artísticas aos edifícios e estes à paisagem, e conta com as obras assinadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer, projetadas na década de 1940. O conjunto possui também jardins planejados pelo paisagista Roberto Burle Marx, painéis com azulejos do pintor Candido Portinari e esculturas de artistas renomados como Alfredo Ceschiatti e José Alves Pedrosa.

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Formado por uma paisagem que agrega quatro edifícios articulados em torno do espelho d’água de um lago urbano artificial, o Conjunto Moderno da Pampulha é integrado pela Igreja de São Francisco de Assis, o Cassino (atual Museu de Arte da Pampulha), a Casa do Baile (Centro de Referência em Urbanismo, Arquitetura e Design de Belo Horizonte) e o Iate Golfe Clube (Iate Tênis Clube), todos bens construídos entre 1942 e 1943.

Minas Gerais é o estado com mais Patrimônios Mundiais no Brasil

O Brasil conta hoje com o total de 19 bens culturais e naturais na lista de 1.031 bens reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Mundial.  Com o Conjunto Moderno da Pampulha Minas Gerais é o estado brasileiro com mais bens mundiais reconhecidos pela Unesco, quatro no total. O conjunto Moderno da Pampulha se une aos demais bens culturais de Minas Gerais já reconhecidos, que são o  Centro Histórico de Ouro Preto (MG) – (1980), Santuário de Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas (MG) – (1985) e o Centro Histórico de Diamantina (MG) – (1999).

Para a presidente do Iphan, Kátia Bogéa,o Brasil tem muito a comemorar: “O Conjunto da Pampulha está na origem da produção arquitetônica e urbanística brasileira dentro do Movimento Moderno, e deve ser um bem compartilhado por toda a humanidade. Ao integrar a Pampulha à Lista do Patrimônio Mundial, a Unesco estará reconhecendo o conjunto como uma obra-prima do gênio criativo humano”, afirmou.

Para Ricardo Campos, Diretor Executivo da D’Minas Turismo, o reconhecimento do Conjunto Moderno da Pampulha coloca Belo Horizonte definitivamente dentro dos roteiros para brasileiros e estrangeiros que visitam Minas Gerais: “a cidade que já era uma ótima opção pela sua reconhecida gastronomia, pela qualidade em serviços turísticos, boas opções de hospedagens e também pela sua receptividade, agora tem um atrativo estrela com reconhecimento mundial, se tornando uma opção obrigatória para quem visita nosso estado. Estamos muito felizes com esta conquista que é motivo de orgulho para todos nós brasileiros”, finaliza.

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A riqueza dos detalhes e do gênio criativo de Niemeyer e outros artistas é reconhecida pela Unesco.

Visite com a D’Minas Turismo o Conjunto Moderno da Pampulha, Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Fonte: Fundação Municipal de Cultura / Iphan

Conheça o Conjunto Moderno da Pampulha – Patrimônio da Humanidade

17/07/2016

A área que abriga o Conjunto Moderno era parte de uma antiga fazenda, responsável pelo abastecimento agrícola da cidade de Belo Horizonte. Loteada e urbanizada na década de 1940, o lugar tornou-se um empreendimento modernizador que atraiu a atenção de vários intelectuais e artistas de todo o Brasil, por promover uma interação entre arquitetura, artes plásticas e paisagismo.

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O Conjunto Moderno da Pampulha nos traços de Niemeyer

Sob a batuta do então Prefeito da cidade de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, Niemeyer planejou os edifícios do Conjunto, inspirado nas concepções do suíço Le Corbusier (pseudônimo de Charles-Edouard Jeanneret-Gris), criador dos “Cinco Pontos da Nova Arquitetura” planta livre, fachada livre, pilotis, terraço jardim e janelas em fita. Por sua vez, Roberto Burle Marx teve como influência os ideais do resgate da identidade nacional e as vanguardas europeias das artes. Segundo seus próprios depoimentos, o seu contato com a riqueza da flora brasileira em jardins botânicos de Berlim (Alemanha) o fez compreender como seria importante resgatar espécimes nativas nos jardins do país. Embora muitas vezes comparados a telas de pintura, suas criações se revelam vivas por se transformarem com o passar dos anos e por representarem novas e livres maneiras de combinação cromáticas e de harmonias entre espécimes.

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O Conjunto Moderno da Pampulha foi concebido de forma a gerar uma “obra de arte total” unindo três pilares que são a arquitetura, paisagismo e diversas obras de arte – pinturas, esculturas, azulejaria e mosaicos, que conferem ao Conjunto um caráter de obra-prima. Outro destaque é o grande espelho d’água da Lagoa da Pampulha que funciona como elemento articulador dos edifícios, reforçando as relações visuais que estabelecem entre si. Cada edifício foi construído da forma que de qualquer atrativo do Conjunto você sempre conseguirá ver pelo menos mais um atrativo.

Cassino da Pampulha

O local ofereceu à cidade um luxuoso espaço de lazer e de shows que atraiu a elite da sociedade belorizontina. Sua divisão interna estabelecia um ambiente de jogos e uma pista de dança, além de um restaurante. Começou a funcionar em 1942, antes mesmo da inauguração oficial do complexo. Manteve seu uso original até 1946, quando foram proibidos os jogos de azar no Brasil. Em 1957, o edifício foi transformado no Museu de Arte da Pampulha, uso que permanece até hoje.

O antigo Cassino, hoje Museu de Arte da Pampulha

O antigo Cassino, hoje Museu de Arte da Pampulha

Além de destaque, garantindo por sua implantação em terreno mais elevado, o Cassino possui estrutura independente em concreto, planta e fachadas livres, moduladas pela estrutura, a qual surge com a própria expressão formal do edifício, atributos da arquitetura moderna.  A estrutura em concreto e a escolha pelos panos envidraçados proporcionam a alta integração visual entre o interior e exterior e que está presente nos demais prédios do conjunto. Entre as inovações da época  estão a rampa que leva ao antigo salão de jogos que parece solta no ar e o piso de vidro e o palco móvel  do antigo Grill-room.

Casa do Baile

Destacando-se pela sua singeleza, graça e simplicidade a Casa do Baile foi projetada para ser um restaurante dançante de funcionamento diário, tipo de lazer público até então inexistente em Belo Horizonte, foi concebida para atrair também as classes populares para vivenciar os encantos da Pampulha. Assim como o Cassino, a Casa começou a funcionar em 1942, antes da inauguração oficial do Conjunto. Em 1954, devido ao rompimento da barragem, ela foi fechada, com aberturas esporádicas para alguns eventos. Em 1986 foi reaberta como anexo do Museu de Arte da Pampulha. Entre outras mudanças, em 2002, após passar por obras de restauração, o local foi reinaugurado como Centro de Referência de Urbanismo, Arquitetura e Design, uso adequado ao reconhecimento e divulgação de sua importância para a arquitetura moderna brasileira.

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Casa do Baile: a obra preferida de Niemeyer

A Casa do Baile era Considerada a obra predileta de Niemeyer, sua marquise sinuosa que acompanha os limites da ilha e emoldura o espelho d’água, era entendida por ele como um espaço cenográfico singular, expressão ideal de forma livre, sempre perseguida pelo arquiteto.

Iate Golfe Clube

Foi concebido como espaço público de lazer e esportes e o projeto arquitetônico incluía piscinas, quadras esportivas, salão de festas e acesso a lagoa para realização de esportes náuticos. Teve como uma de suas funções difundir a prática de esportes náuticos em Belo Horizonte, como o remo e a vela. Em 1961, o clube foi vendido para a iniciativa privada e transformado no Iate Tênis Clube.

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O moderno Iate Golfe Clube com seu telhado “Borboleta”

Com linhas arquitetônicas modernas o Iate introduziu no Brasil o telhado com inclinação em “V” conhecido como telhado “borboleta” e a construção dava a impressão de um barco atracado às margens da represa.

Igreja São Francisco de Assis

Considerada a obra prima de todo o Conjunto, a Igreja de São Francisco de Assis foi a primeira igreja brasileira construída nos padrões da arquitetura moderna. Niemeyer se apropriou de elementos regionais da cultura religiosa, o que ajudou a obra se tornar a mais polêmica de todo conjunto arquitetônico. Distante dos elementos sacros tradicionais e com polêmicas como a pintura de um cachorro no altar, ela inicialmente não teve o reconhecimento da Igreja Católica e permaneceu fechada por vários anos, sendo tombada pelo Iphan, em 1947. Somente em 1959, o pequeno templo foi aberto à comunidade.

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Igrejinha da Pampulha: a obra prima do Conjunto

Além da genialidade de Niemeyer com o projeto de cinco “cascas” articuladas com diferentes alturas onde suas curvas são mais evidentes, as pinturas internas e externas de Portinari, os jardins de Burle Max e os mosaicos de Paulo Werneck a Igreja tem uma grande representatividade por entre seus elementos fazerem uma alusão à tradição da arquitetura religiosa mineira e franciscana.

Casa Juscelino Kubitschek: Um plus para quem visita o Conjunto Moderno da Pampulha

Apesar de não fazer parte dos bens tombados do Conjunto Moderno da Pampulha, a Casa JK como popularmente é conhecida é mais um espaço fantástico que faz parte da história e legado deixado por Oscar Niemeyer e outros grandes artistas.

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Casa JK: não faz parte do tombamento, mas é mais uma beleza do Conjunto Moderno da Pampulha

Construída para ser a casa de campo de Juscelino Kubitschek a edificação marca a coesão entre o lazer e a moradia. Enquanto na região predominava as edificações ecléticas, neoclássicas, neocoloniais e art-déco ela representou a chegada da modernidade com seu telhado em formato borboleta, a setorização das áreas sociais e de lazer resguardando as áreas intimas. Outra inovação do modernismo é que os quartos passaram a ser concebidos com banheiros, uma intervenção nada comum para a época. Além de projeto de Niemeyer e jardins de Burle Max a casa traz obras de Alfredo Volpi e Paulo Werneck.

Agora você precisa conhecer in loco o Conjunto Moderno da Pampulha, patrimônio da Humanidade.

Fonte: Fundação Municipal de Cultural / Iphan

Pampulha: o que muda para o turismo em BH

17/07/2016

Com o reconhecimento do Conjunto Moderno da Pampulha o que muda no turismo de Minas Gerais? Antes de responder a pergunta é importante considerar que Belo Horizonte como a capital do estado de Minas Gerais é um dos mais importantes destinos turísticos do Brasil, que além de sua arquitetura sempre foi reconhecido pela qualidade de seus serviços turísticos (ótimas opções de hospedagens, os principais aeroportos do estado e opções de passeios e by nigths), pela sua excelente gastronomia com opções que vão do requinte ao regional e também pela sua receptividade. Mas com o título de Patrimônio da Humanidade a cidade passa a ser roteiro obrigatório para quem visita Minas Gerais.

Conjunto Moderno da Pampulha: Belo Horizonte em evidência para o mundo.

Conjunto Moderno da Pampulha: Belo Horizonte em evidência para o mundo.

O título de patrimônio da humanidade gera ainda mais visibilidade para o produto Belo Horizonte que se une a diversas opções de passeios na cidade. Segundo o Diretor Executivo da D’Minas Turismo, Ricardo Campos, o mundo passa a reconhecer o Conjunto Moderno da Pampulha e consequentemente passa a ter Belo Horizonte como um destino a ser visitado. E para as operadoras é uma oportunidade a mais de negócios e de atratividade para o produto brasileiro”, destaca.

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Para Corina da área de operações da D’Minas Turismo o reconhecimento do Conjunto Moderno da Pampulha reforça a marca do destino Belo Horizonte, opinião compartilhada pela Gerente de Operações Tati Campos: “Se antes já tínhamos um importante fluxo de turistas focados em arquitetura e arte, hoje o turista de lazer também ficará estimulado a conhecer as belezas do Conjunto Moderno da Pampulha”, reforça Campos.

Assim, após esta conquista importante para o turismo do Brasil, você já pode comercializar Belo Horizonte e o Conjunto Moderno da Pampulha destacando-o como Patrimônio da Humanidade, com certeza seu cliente vai olhar a cidade com outros olhos.

Museu de Congonhas: mediação entre o santuário e o público

17/06/2016

Falar de Congonhas é falar do Santuário de Bom Jesus do Matozinhos, obra prima de Aleijadinho e Patrimônio Cultural da Humanidade. Mas agora a cidade e este patrimônio tem mais um atrativo, o Museu de Congonhas. Construído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO no Brasil), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Prefeitura de Congonhas, o Museu de Congonhas é um dos mais importantes projetos de preservação da memória do país. A instituição tem a missão de potencializar a percepção e a interpretação das múltiplas dimensões do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, sítio histórico que, desde 1985, tem o título de Patrimônio Cultural Mundial. A inauguração integra as comemorações dos 30 anos do título e dos 70 anos de existência da UNESCO.

Museu de Congonhas

O Museu, instalado em um edifício de 3.452,30 m², construído ao lado do Santuário, a partir de um projeto do arquiteto Gustavo Penna, vencedor de concurso nacional, contempla em três pavimentos sala de exposições, reserva técnica, biblioteca, auditório, ateliê, espaço educativo, cafeteria, anfiteatro ao ar livre e áreas administrativas.

Prédio do Museu de Congonhas

Por ter como principal temática um patrimônio mundial a céu aberto – o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos ­–, o Museu de Congonhas atuará como “museu de sítio”, numa espécie de mediação entre o Santuário e o público. O objetivo da nova instituição será a de qualificar a experiência insubstituível de estar no lugar, intensificando os sentidos e a percepção, seja por meio de descrições, de interpretações ou de criação de condições favoráveis à fruição. Os princípios que orientam tanto as exposições, quanto as ações educativas e os demais programas de atividades do novo Museu partem do reconhecimento da pluralidade de significados do sítio histórico desta cidade mineira e de suas práticas sociais, para oferecer meios facilitadores de apropriações cognitivas, sensoriais e emocionais.

Exposição

A exposição permanente tem curadoria assinada pelos museólogos Letícia Julião e Rene Lommez, trata das manifestações da fé no passado e no presente, em particular, o sentido de exteriorização da devoção projetado na monumentalidade teatral do espaço do Santuário, nas práticas da romaria e nos ex-votos. A mostra também retrata o Santuário como expressão de trânsito cultural resultante da expansão portuguesa; da relação do espaço religioso com a vida urbana de Congonhas; do Santuário como obra de arte; do trabalho do Aleijadinho, mas, sobretudo da produção artística como resultado de processo coletivo de distintos artífices; e do deslocamento da arte como transcendência da fé para o objeto de devoção convertido em arte.

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Temas como a arte religiosa como substrato da universalidade do patrimônio do Santuário; o patrimônio como expressão da permanência do homem no tempo e no espaço e os desafios de sua durabilidade (perspectivas de conservação do conjunto do Santuário, em particular dos Profetas) e o conjunto do Santuário no presente são também abordados durante a mostra.

O projeto expográfico, assinado pelo designer espanhol LuisSardá, preza pelo cuidado com o público diverso que visita a cidade, oferecendo-lhe inúmeras possibilidades de apreensão do rico conteúdo do museu.

Acervos

O Museu de Congonhas exibe importantes acervos. Um dos principais é a coleção Márcia de Moura Castro. Composta por 342 peças que pertenceram à colecionadora, as obras foram adquiridas pelo Iphan em 2011. Enquanto viveu, por mais de meio século, a pesquisadora dedicou-se a adquirir arte sacra e objetos de religiosidade popular, com destaque para ex-votos e santos de devoção

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Outro acervo importante é a Coleção Fábio França, uma biblioteca de referência no Brasil sobre o barroco, a arte e a fé. Reunido em mais de quatro décadas por este professor, com a colaboração de vários pesquisadores, o acervo de livros raros foi recentemente incorporado ao Museu. É composto por publicações de interesse geral, temas históricos, artísticos, com foco especial nas obras sobre a arte barroca, o barroco mineiro e a temática da vida e obras de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Aleijadinho: este auto-retrato é a única imagem que se tem do mestre do barroco mineiro

Aleijadinho: este autoretrato é a única imagem que se tem do mestre do barroco mineiro

Cópias de segurança dos profetas

A ocorrência de lesões à pedra causadas por fungos e bactérias e marcas de vandalismo motivam frequentes debates sobre a possibilidade de remoção dos profetas do Aleijadinho, que estão ao ar livre no adro da Basílica do Senhor Bom Jesus, para um local protegido. No entanto, especialistas não têm uma posição definitiva sobre o assunto, prevalecendo, até o momento, a convicção de que o mais relevante é tomar medidas de prevenção e conservação, não só visando aos profetas de Congonhas, mas a todos os monumentos e elementos decorativos em pedra.

A criação do Museu de Congonhas não guardou, portanto, nenhuma dependência da retirada das esculturas do espaço público para abrigá-los no seu interior. Seu objetivo é contribuir para fortalecer os estudos sobre a conservação de monumentos em pedra, atuando na educação e na conservação preventiva, assim como no estudo e difusão de técnicas e medidas de preservação. Se, no futuro, essa medida vier a ser recomendada, o Museu será a melhor alternativa para apresentação das peças originais ao público, já que se localiza no mesmo contexto em que as obras foram criadas.

O Museu de Congonhas produziu, por meio de ações coordenadas pela UNESCO no Brasil, novos conhecimentos para a conservação de monumentos em pedra, em especial relativos à produção de cópias digitais das esculturas, além da atualização da técnica de produção de cópias físicas. A instituição pretende, ao longo de sua existência, consolidar e difundir esses conhecimentos, além de se utilizar dos moldes para ações de monitoramento.

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Cópia dos Profetas – Medida de Segurança

As cópias são uma medida de segurança essencial para se reproduzir as peças em caso de danos irreversíveis aos originais. Os profetas de Congonhas tinham moldes feitos em várias épocas, em especial nas décadas de 1970 a 1980, os quais não apresentam mais as condições necessárias à reprodução. Para dois profetas – Joel e Daniel – foram produzidos novos moldes em fôrma flexível de silicone, possibilitando a produção de cópias em gesso. A produção das demais cópias deverá fazer parte do escopo de atuação do próprio Museu.

Os 12 profetas foram moldados em meio eletrônico (digitalização em 3D), o que correspondeu à primeira aplicação dessa tecnologia no Brasil. A ação também foi coordenada pela UNESCO no Brasil, que contratou o Grupo IMAGO, da Universidade Federal do Paraná, instituição de excelência que detém a expertise exigida para o trabalho. A digitalização em 3D possibilita, dentre outros, a visualização pura e simples (no Museu ou remotamente pela internet), o uso profissional na preservação e restauro das obras; o monitoramento do estado de conservação das peças frente à ação do tempo; o estudo minucioso da obra e a compreensão das técnicas utilizadas pelo artista; e, finalmente a produção de réplica com grande precisão.

O Santuário do Bom Jesus do Matosinhos

O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, para onde o Museu dedica sua principal atenção, está localizado no Morro Maranhão, na zona urbana de Congonhas. Sua construção teve início em 1757 e se estendeu até o começo do século XIX. Trata-se de um conjunto arquitetônico e paisagístico formado pela Basílica, escadaria em terraços decorada por esculturas dos 12 profetas em pedra-sabão e seis capelas com cenas da Via Sacra, contendo 64 esculturas em cedro em tamanho natural. No conjunto trabalharam os artistas de maior destaque do período, como o escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1738-1814), e o pintor Manoel da Costa Athaíde (1760-1830).

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O monumento possui ainda uma Sala de Milagres, que abriga uma coletânea de ex-votos, objetos oferecidos em agradecimento por graças alcançadas. Ali está exposta a notável coleção de 89 ex-votos pintados, datados dos séculos XVIII ao XXI. O Santuário, além do seu valor artístico, é também um importante centro de peregrinação. A grande romaria – o Jubileu – acontece todos os anos entre 7 e 14 de setembro, congregando uma multidão de fiéis.

Fonte: Prefeitura de Congonhas