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Patrimônio de Minas, a Cachaça Artesanal tem roteiro próprio em Belo Horizonte

21/09/2010

A vocação gastronômica e cultural de Belo Horizonte é o ponto de partida para o mais novo atrativo da capital de todos os mineiros: o Cachaçatur. Idealizado pela Belotur, o Cachaçatur consiste na preparação de estabelecimentos especializados em cachaça, para que eles possam oferecer aos clientes um serviço completo, com informações sobre a bebida, vasta opção de marcas na carta, menu de degustação e ainda coquetéis e pratos a base de cachaça.

Além da diversidade gastronômica, que vai da culinária típica a internacional, os bares e restaurantes da capital passarão a oferecer um serviço diferenciado na degustação da cachaça de alambique.

Agora a cachaça artesanal pode ser saboreada de várias maneiras nos melhores bares e restaurantes da cidade. Além disso, é possível adquiri-las em lojas especializadas e ainda conhecer seu processo de produção em um dos alambiques turísticos parceiros.

O Roteiro

Para participar do Cachaçatur, os estabelecimentos comerciais interessados devem seguir critérios e/ou normas pré-determinadas. Para a estréia, o roteiro traz a seleção de 16 bares e/ou restaurantes, 8 lojas de bebidas e 3 alambiques, que atuam como parceiros do projeto.

Entre outros diferenciais, cada um dos bares e restaurantes participantes do Cachaçatur terão uma carta de cachaças artesanais mineiras, com 50 marcas no mínimo, e as respectivas indicações de nome, origem, cor, teor alcoólico e armazenagem, entre outros aspectos. Durante o atendimento, um garçom estará treinado para apresentar aos clientes as opções disponíveis e auxiliá-los na escolha, por meio de um serviço personalizado.

Os bares e restaurantes participantes do roteiro também vão oferecer formas alternativas de consumo da cachaça, além de pura: em variados coquetéis, ou gelada, ou, ainda, as cachaças sauer (como aperitivo) e premium (como digestivo). Para acompanhar a bebida, o cardápio traz, entre outras opções, pelo menos um prato típico ou petisco preparado com cachaça artesanal mineira.

Cachaça: uma bebida brasileira por excelência

Produto da inventividade e criatividade do povo brasileiro e que, ao longo dos quatro últimos séculos, marcou de forma indelével sua presença na língua, na música, na literatura, na culinária, na medicina, na religião, nas festas populares e no folclore. É parte indissociável do que se convencionou chamar brasilidade e, na política, esteve sempre identificada com os movimentos de emancipação e afirmação da nacionalidade: foi a bebida dos Inconfidentes, dos que lutaram pela Independência, dos Modernistas e, praticamente, de todas as manifestações patrióticas.

Cantada em prosa e verso por escritores, músicos e poetas, a cachaça fincou raízes no imaginário popular. É quase impossível falar do Brasil, seja o do sertão ou da cidade, seja o da colônia ou da modernidade, seja o do interior ou do litoral, seja o das periferias ou dos luxuosos condomínios fechados, sem se referir à secular bebida brasileira no decorrer da construção do país.

Com sua versatilidade, a cachaça é companheira de muitos lugares, de boas conversas e comidas, fonte de inspiração, remédio para muitos males. Restaura forças, ameniza tristezas, enfim, é a bebida que reflete a alma do povo brasileiro. Está presente desde o período colonial e é elemento constitutivo de nossa nacionalidade.

A relação de Minas Gerais com a cachaça vem desde o século XVIII.  É sobre essa base histórica, econômica e social que repousa a liderança mineira na cachaça de alambique. Produto voltado para o mercado interno, baseado em pequenas unidades produtivas, em sua maioria de características familiares, dinâmica e resistente.

A relação entre a cachaça de alambique e o turismo torna-se, a cada dia, mais evidente. “Cachaça é cultura engarrafada” e, como parte da vida brasileira, é mola mestra de ações capazes de identificar um município ou região, atrair visitantes, estimular setores afins e se fortalece ligada à indústria que mais cresce no mundo, a indústria do turismo.

Cachaça: patrimônio líquido da capital mineira

A cidade que concentra o maior número de bares por habitante do país é um excelente lugar para encontrar cachaças de todas as regiões de Minas e a preços competitivos.

Na movimentada vida noturna, os cerca 12 mil bares e restaurantes estão entre as atrações preferidas dos moradores e visitantes e cada vez mais abrem espaço para a criatividade dos apreciadores da bebida.

A cachaça se apresenta também como uma forte aliada dos prazeres da mesa, atribuindo aos pratos típicos da cozinha mineira um sabor especial.

Cachaça artesanal: patrimônio liquido de Minas Gerais

Cachaça artesanal: patrimônio liquido de Minas Gerais

Conheça a Legislação da Cachaça em Minas Gerais

Especialmente em Minas Gerais, a cachaça possui uma lei própria, que estabelece o padrão de identidade e as características do processo de elaboração da bebida, resultando num produto de alta qualidade, com sabor e aroma especiais.

A tradição mineira na produção e no consumo faz da capital o principal pólo aglutinador dos produtores e distribuidores do produto para o mercado nacional e internacional.

Lei 13.949, de 11 de julho de 2001 – Estabelece o padrão de identidade e as características do processo de elaboração da Cachaça de Minas e dá outras providências.

Lei 16.688, de 11 de janeiro de 2007 – Concede à Cachaça de Alambique de Minas o título de Patrimônio Histórico e Cultural de Minas Gerais

Dados e números da cachaça

Além de sua importância histórica e cultural, a cachaça de alambique desempenha papel significativo na economia brasileira. São cerca de 400 milhões de litros produzidos por ano e mais de 30 mil produtores em todas as regiões do Brasil, gerando cerca de 300 mil empregos diretos.

Minas Gerais é líder na produção de cachaça de alambique. São cerca de 8.500 alambiques (sendo 500 registrados no MAPA, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), que produzem cerca de 250 milhões de litros por ano (mais de 50% da produção nacional), gerando aproximadamente 116 mil empregos diretos e renda de 1,4 bilhões ao ano.

É o único estado da Federação que possui uma Lei própria da para a cachaça, que estabelece o padrão de identidade e as características do seu processo de elaboração.

A caipirinha é responsável pela popularização da cachaça, sendo o drinque mais consumido na Europa. Os principais destinos da cachaça de alambique no exterior são para a Alemanha, Itália. Portugal e Paraguai, porém menos de 1% de sua produção é exportada.

Caipirinha: bebida é apreciada em várias partes do mundo

Caipirinha: bebida é apreciada em várias partes do mundo

A Cachaça de Alambique e outras cachaças: aspectos característicos da produção

No mercado brasileiro, convivem atualmente, dois produtos que, apesar de terem o mesmo nome “cachaça” e a mesma matéria prima, a cana-de-açúcar, têm processos de produção diferenciados e são sensorial e organolépticamente produtos distintos: a cachaça de coluna ou industrial e a cachaça de alambique.

Definições

A cachaça de alambique é a bebida com graduação de 38% a 48% v/v, à temperatura de 20ºC obtida pela destilação do mosto fermentado de cana-de-açúcar, em alambique de cobre, sem adição de açúcar, corante ou outro ingrediente qualquer, correspondente à fração denominada coração, que vem a ser a parte destilada de mais ou menos 80% do volume total, que fica entre as frações “cabeça” e “cauda” ou “água fraca”.

A caninha industrial é a bebida com graduação de 38% a 54% v/v, à temperatura de 20ºC obtida do destilado alcoólico simples de cana-de-açúcar, podendo ser adicionada de açúcares até seis gramas por litro e adicionada de caramelo para correção de cor.

A aguardente de cana é o termo usado para denominar, genericamente, os destilados brasileiros obtidos da cana-de-açúcar: cachaça e caninha industrial.

Os segredos da fabricação artesanal

O processo de produção da cachaça artesanal, uma tradição de mais de 300 anos, é custoso e cheio de detalhes. Apesar de feita exclusivamente do caldo de cana, sem a adição de produtos químicos, cada cachaça carrega características de seu produtor que, com esmero, acredita estar fazendo uma obra de arte. Cada um tem sua mandinga, seu segredo. De fato, os detalhes especiais estão espalhados por todo o processo, desde a escolha do tipo de cana, passando pela época certa da colheita, o tempo de moagem, os ingredientes e o tempo de fermentação, a forma de destilação e os tonéis para o envelhecimento, até o engarrafamento.

A cana

Matéria prima para a fabricação da cachaça. São cinco as espécies mais utilizadas por causa do teor de açucar e da facilidade de fermentação do caldo. As universidades e outras instituições de Minas Gerais têm investido pesado na pesquisa da cana-de-açucar e já conseguiram colocar no mercado mais de dez variedades, com períodos de maturação diferentes, que permitem estender o tempo da safra. A cana usada na produção do destilado artesanal é colida manualmente, e não é queimada, prática que precipita a deterioração da fruta.

Moagem

Imediatamente depois de cortada, a cana madura, fresca e limpa deve ser moída num prazo máximo de 24 a 36 horas. As moendas separam o caldo do bagaço, que será usado para aquecer as fornalhas do alambique. O caldo da cana é decantado e filtrado para, em seguida, ser preparado com a adição de nutrientes e levado às dornas de fermentação. Algumas moendas são movidas por motor elétrico, outras por roda d’água, e têm a função de espremerem a cana para dela extraírem o suco.

Fermentação

Como cada tipo de cana é apresenta teor de açucar variado, é preciso padronizar o caldo para depois adicionar substâncias nutritivas que mantenham a vida do fermento. Como a cachaça artesanal não permite o uso de aditivos químicos, a água potável, o fubá de milho e o farelo de arroz são os ingredientes que se associam ao caldo da cana para transformá-lo em vinho com graduação alcóolica, através da ação das leveduras (agentes fermentadores naturais que estão no ar). A sala de fermentação precisa ser arejada e manter a temperatura ambiente em 25º. As dornas, onde a mistura fica cerca de 24 horas, podem ser de madeira, aço inox, plástico ou cimento.

Destilação

O vinho de cana produzido pela levedura durante a fermentação é rico em componentes nocivos á saúde, como aldeídos, ácidos, bagaços e bactérias, mas possui baixa concentração alcóolica. Com a graduação fixada por lei é de 38 a 54 GL, é preciso destilar o vinho para elevar o teor de álcool. O processo é fazer ferver o vinho dentro de um alambique de cobre, produzindo vapores que são condensados por resfriamento e apresentam assim grande quantidade de álcool etílico. As primeiras (cabeça) e as últimas (cauda) porções saídas da bica do alambique, devem ser separadas, eliminadas ou recicladas, por causa das toxinas.

Envelhecimento

Processo que aprimora a qualidade sensorial das bebidas nobres, o envelhecimento é a etapa final da elaboração da cachaça artesanal. A estocagem é feita, preferencialmente, em barris de madeira, onde ainda acontecem reações químicas. Existem madeiras neutras, como o jequitibá e o amendoim, que não alteram a cor da cachaça. As que conferem ao destilado um tom amarelado e mudam seu aroma são o carvalho, a umburana, o cedro e o bálsamo, entre outras. Cada uma dá um toque especial, deixando a cachaça mais ou menos suave, adocicada e perfumada, dependendo do tempo de envelhecimento.

Mais sobre o cachaçatur no www.cachacatur.com.br e para montar um roteiro dentro deste circuito contate a D’Minas Turismo, o melhor receptivo de Minas Gerais.

Fonte: Belotur

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