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Conjunto Arquitetônico da Pampulha: principal cartão postal de BH com muitas novidades

22/05/2013

Um dos mais conhecidos cartões postais de Belo Horizonte, o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer, a pedido do então prefeito Juscelino Kubitschek, chega aos 70 anos, ganha nova sinalização interpretativa, diversas obras nos equipamentos turísticos, incluindo a esperada revitalização da orla e se preparara para se tornar patrimônio cultural da humanidade.

O complexo da Pampulha é um dos lugares mais visitados de Belo Horizonte e que ao completar 70 anos recebe incentivos que vão melhorar sobremaneira a recepção aos visitantes e turistas, em especial ao acesso as informações sobre suas obras, museus e igrejas que encantam a todos que a visitam.

Conjunto Arquitetônico da Pampulha: cartão postal de BH - Foto: Cleonice Silva

Conjunto Arquitetônico da Pampulha: cartão postal de BH – Foto: Cleonice Silva

As melhorias vão de encontro à necessidade de atendimento aos milhares de turistas esperados para os grandes eventos esportivos que acontecem na cidade, além de grandes eventos internacionais que colocam a capital de todos os mineiros como um dos grandes destinos turísticos do país.

Nova Sinalização Turística

A nova sinalização turística conta com 68 placas que permitirão aos turistas e moradores autoguiar-se e obter informações sobre os atrativos e locais de interesse turístico do Conjunto Urbanístico e Arquitetônico da Pampulha. Além dos tradicionais locais de visitação como o Museu de Arte, a Casa do Baile, a Igreja São Francisco de Assis, entre outros, a sinalização turística contemplará também mirantes, edifícios públicos, estádios de esportes, obras de arte, praças, dentre outros atrativos.

Nova Sinalização Interpretativa na Pampulha: informações para os visitantes - Foto: Juliano Alvarenga - Acervo Belotur

Nova Sinalização Interpretativa na Pampulha: informações para os visitantes – Foto: Juliano Alvarenga – Acervo Belotur

De acordo com o presidente da Belotur, Mauro Werkema, a sinalização é um importante elemento para o posicionamento do turista e de informação para a população. “Em um ambiente de visitação o turista precisa de elementos que lhe forneçam informações que substanciem seu relacionamento com o patrimônio e com o destino que ele está visitando. Essa nova sinalização, além de orientar, também fornece informações adicionais sobre os atrativos que da região, sensibilizando turistas e moradores para a importância do patrimônio histórico, artístico e cultural presente na Pampulha”, disse.

A sinalização interpretativa nos atrativos da Pampulha fornece informações gerais sobre o local ou monumento, as paisagens, características arquitetônicas, o contexto regional e histórico. Além disso, apresenta possibilidades de visitação, sugestão de roteiros e informação sobre distâncias. Algumas placas são equipadas com o sistema de código de barras (QR Code), que possibilita o acesso ao conteúdo multimídia através de dispositivos móveis, criando uma nova forma de interação entre o usuário e o atrativo.

Nova sinalização com conteúdo multimídia - Foto: Juliano Alvarenga - Acervo Belotur

Nova sinalização com conteúdo multimídia – Foto: Juliano Alvarenga – Acervo Belotur

Novidades por toda orla

Todo o patrimônio arquitetônico do complexo da Pampulha será revitalizado. O Museu de Arte receberá pintura interna e externa, restauração do piso em taco, limpeza dos revestimentos e o carpete do auditório será trocado. A Casa do Baile terá as esquadrias e o piso restaurados, a cobertura será impermeabilizada e os mármores, limpos. Os jardins de Burle Marx receberão uma intervenção para ter de volta suas características originais. A na casa onde morou Juscelino Kubitschek, na orla da lagoa, vai funcionar um museu, a Casa Kubitschek.

A orla também será revitalizada e vai receber recapeamento em 18 km de via, além de implantação de pista de ciclovia. Serão restaurados 11 km da pista de ciclovia existente, com recuperação da sinalização, instalação de placas indicativas de quilometragem e plantio de grama e os 18 km da pista de cooper da orla da Lagoa. Também serão reformados os quatro quiosques da orla.

Serão iniciadas as obras de desassoreamento e despoluição da Lagoa da Pampulha. Oitocentos mil metros cúbicos de sedimentos serão removidos do leito da lagoa e a água será tratada por meio de tecnologias de ponta, como a bio-remediação, o sequestro de fósforo e a oxigenação/ozonização, que poderão ser empregadas em conjunto ou em separado, de acordo com a melhor indicação técnica em cada momento.

Também em comemoração aos 70 anos da Pampulha, será implantado o Centro de Atendimento aos Turista (CAT) na Praça Dino Barbieri. A previsão é de que o CAT esteja pronto para atender aos turistas que estarão na capital mineira durante a Copa do Mundo FIFA Brasil 2014TM.

No caminho de se tornar patrimônio cultural da humanidade

O Conjunto Arquitetônico da Lagoa da Pampulha tem grande valor cultural para Belo Horizonte e para o estado de Minas Gerais e pode se transformar em Patrimônio Cultural da Humanidade. Em dezembro de 2012, a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, retomou a candidatura do Conjunto Arquitetônico da Pampulha ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade, formalizado na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) desde 1996. O prazo previsto para a apresentação da candidatura e para a entrega do dossiê de todas as ações está previsto para fevereiro de 2015. A Unesco tem 18 meses para a avaliação da candidatura.

O conjunto arquitetônico possui hoje tombamento em três esferas: municipal, estadual e federal, sendo, portanto, reconhecido e protegido por ações que conjugam esforços do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Os tombamentos protegem não somente o conjunto arquitetônico mais conhecido, como também outros importantes patrimônios culturais, como o Mineirão, o Mineirinho, a sede da Fundação Zoo-Botânica, o Redondo (atual Centro de Referência Turística Álvaro Hardy), a reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e as margens delimitadas pela avenida Otacílio Negrão de Lima.

Casa do Baile: as belezas da Pampulha no caminho de se tornarem Patrimônio da Humanidade - Foto: Divulgação PBH

Casa do Baile: as belezas da Pampulha no caminho de se tornarem Patrimônio da Humanidade – Foto: Divulgação PBH

A candidatura ganhou novo impulso após o encontro da ministra da Cultura, Marta Suplicy, com o prefeito Marcio Lacerda, em março deste ano, na sede da Prefeitura de Belo Horizonte, no Centro da capital. Marta anunciou que o Iphan irá investir cerca de R$ 32 milhões na recuperação do conjunto, formado pela Casa do Baile, pelo Iate Tênis Clube, pela Igreja São Francisco de Assis e pelo Museu de Arte da Pampulha (MAP). Na época, o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Leônidas de Oliveira, ponderou que o título pode elevar o patamar de Belo Horizonte aos olhos do mundo. “A capital mineira estará presente nos livros artísticos, na lista da Unesco e, o mais importante, vai ser reconhecida internacionalmente pela sua cultura”, frisou.

Tombamento Patrimônio da Humanidade

O título de Patrimônio Cultural da Humanidade é concedido pela Unesco a monumentos, edifícios, trechos urbanos e até ambientes naturais de importância paisagística que tenham valor histórico, estético, arqueológico, científico, etnológico ou antropológico. O objetivo da Unesco não é apenas catalogar esses bens culturais valiosos, mas ajudar na sua identificação, proteção e preservação. Fazer parte da lista de patrimônios culturais da humanidade é importante não só pelo reconhecimento da relevância daquele bem, mas também por significar que ele passará a contar com o compromisso de proteção da Unesco e de todos os países signatários da Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural. Hoje, isso significa contar com o resguardo de 190 países. Além disso, o aporte de recursos e a valorização dos patrimônios culturais mundiais contribuem para fomentar o turismo na região, o que gera novos investimentos na economia local e empregos para a população. Até o momento, 18 bens brasileiros estão incluídos na lista de patrimônios, entre eles a cidade histórica de Ouro Preto, o Santuá¬rio Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, e o centro histórico de Diamantina.

Fonte: Prefeitura de Belo Horizonte

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