Parque Estadual de Biribiri: atrativo na Serra do Espinhaço
O Blog Viagens Inesquecíveis continua com este post falando sobre a região de Diamantina, mais especificamente sobre o Parque Estadual do Biribiri, um lugar de beleza singular que mantém nos seus 18 mil hectares de terra, matas virgens, pedreiras com imensos paredões, pinturas rupestres, lapas, cachoeiras maravilhosas e a charmosa vila que deu nome a região (Biribiri na língua indígena significa buraco fundo), tudo preservado e fiscalizado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF).
A história da região teve início a milhões de anos e vestígios deste tempo podem ser encontrados tanto na formação geológica da Serra do Espinhaço, com paredões que lembram cenários da pré-história, como nas pinturas rupestres de aproximadamente 5.000 anos, deixadas por índios nômades que pescavam pela região. Só na região do parque foram catalogados 32 sítios de interesse arqueológicos que além das pinturas mantinham vestígios de instrumentos de pedra polida e lascada, além de estruturas que remetem a fogueiras. Outras pinturas e vestígios podem ser encontrados também em cidades vizinhas, como Gouveia e Couto de Magalhães.
A região mantém protegidas espécies importantes da flora e fauna do cerrado, muitas em perigo de extinção, como o cactus, o chuveirinho e as droseras, um tipo de planta carnívora; além de animais como a onça parda, o lobo guará e o carcará, conhecida como a águia do cerrado.
As cachoeiras do parque são outro capítulo a parte. Partindo de Diamantina chegamos a Cachoeira da Sentinela, um cenário paradisíaco, que sem elevado nível de dificuldade se torna ideal para uma deliciosa ducha. Subindo uma pequena trilha é possível acessar a sua primeira queda que tem um pequeno poço que possibilita mergulho. Suas águas límpidas após as cascatas formam pequenas praias idéias para banho e para acesso de pessoas da melhor idade.
Alguns quilômetros a frente encontramos a Cachoeira dos Cristais, com suas duas quedas d’água. O volume de água é muito maior o que provoca uma visão exuberante, o seu poço forma uma piscina natural que permite nadar a vontade.
Mas a região teve seu expoente no final do Século XIX, em 1870, quando o então Bispo de Diamantina, Dom João Felício dos Santos, resolveu fundar a uma fábrica de tecidos para empregar as moças pobres da região de Diamantina e região. Nascia ali parte da história da indústria têxtil de Minas Gerais, sendo a Estamparia S/A uma das primeiras e mais importantes do estado. A pequena vila incrustada num pequeno vale mantinha as instalações da fábrica, as casas dos operários, um armazém, uma escola e uma igreja que teve seu sino fundido na própria fábrica e seu relógio doado pela família real portuguesa. A fábrica chegou a ter 1.200 moradores e funcionou até 1976 quando fechou suas portas devido ao crescimento das grandes cidades e a dificuldade de acesso.
O final das atividades da fábrica esvaziou a vila e criou um cenário bucólico que já serviu de cenário para a gravação do filme “A Hora é a Vez”, de Augusto Matraga e da novela Chica da Silva. Além disso, o local é utilizado por artistas para descanso e de Vips de todo Brasil para eventos e recepções. A Estamparia S/A continua dona do local e hoje aluga suas instalações. Toda a beleza do conjunto arquitetônico e paisagístico foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico(IEPHA)
Na Vila de Biribiri é possível ainda degustar um dos pratos típicos da gastronomia mineira, um delicioso Frango a Molho Pardo.
Distante 13 km do centro de Diamantina, as estradas de terra que levam a Biribiri estão cercadas de histórias, que depois de conhecer um pouco por meio deste post você vai querer conhecer pessoalmente, não é mesmo?
Conheça Minas Gerais com a D’Minas Turismo e viva histórias em nossa companhia.











qual e a flora e a fauna do Parque Estadual de Biribiri ?
Olá Rayssa,
A cobertura vegetal nativa é composta por Cerrado, Campos Rupestres e Matas de Galeria. Podem ser encontrados diversas espécies da fauna, muitas delas ameaçadas de extinção, como o lobo-guará e a onça-parda ou suçuarana. (Fonte IEF)
Um abraço,
Ricardo Campos
Estive em julho na Vila de Biribiri. Achei uma graça… o rio estava baixo, pois não havia chovido muito e pudemos andar em uma parte que é o fundo do rio. Encontrar o edifício da tecelagem no meio do nada é uma surpresa e tanto. O passeio é interessante, pena que as autoridades não ajudam com a estrada.
Saudações
Sônia
Valinhos/SP
Olá Sônia,
Realmente a Vila de Biribiri é um achado, lugar mágico do espinhaço. Sobre o caminho a estrada de terra poderia estar melhor, mas acredito que isso também torna o local ainda mais especial e a visita toma ares de aventura.
Obrigado pela sua contribuição.
Um abraço,
Equipe D’Minas Turismo
QUE DEUS CONSERVE ESTE PARAISO LONGE DAS MÃOS PREDATORIAS DOS HOMENS!
Olá Gil,
Realmente este é um paraíso e é necessário preservá-lo. Toda visitação deve ser feita com responsabilidade e a única lembrança devem ser as fotos e a rica experiência de visitar este lugar maravilhoso.
Um abraço,
Equipe D’Minas Turismo