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Museu da Liturgia: único da América Latina

29/05/2012

Minas Gerais possui museus muito especiais, alguns que na América Latina ou no mundo só são encontrados aqui. Este é o caso de mais um museu que acaba de ser inaugurado na linda cidade de Tiradentes. Trata-se do Museu da Liturgia, o único dedicado ao tema na América Latina e espaço privilegiado para a celebração da intensa devoção religiosa da cidade e de sua região.

O Museu da Liturgia está localizado em um dos casarões mais lindos e tradicionais da cidade - Foto: Jomar Bragança

O Museu da Liturgia está localizado em um dos casarões mais lindos e tradicionais da cidade – Foto: Jomar Bragança

O acervo é composto por mais de 420 peças dos séculos XVIII a XX, completamente restauradas, o acervo apresenta pinturas, ex-votos, esculturas e imagens, objetos em metal e madeira, paramentos, missais e outros objetos religiosos confeccionados com uma ampla diversidade de técnicas e materiais. Guardadas em sacristias durante longo período, algumas estavam em estado avançado de deterioração, especialmente a prataria e as peças em estanho. O Museu conta também com instalações audiovisuais, terminais multimídia e um amplo programa educativo.

O Museu é composto por um rico acervo com mais de 420 peças dos séculos XVIII a XX - Foto: Jomar Bragança

O Museu é composto por um rico acervo com mais de 420 peças dos séculos XVIII a XX – Foto: Jomar Bragança

Liturgia – do grego leitourgia – significa originalmente a reunião de pessoas em torno de obras ou ações dirigidas ao mundo público ou sagrado. O Museu, ultrapassando o universo estritamente eclesiástico, estabelece relações entre elementos que, fora do contexto familiar do templo, estimulam o visitante a imergir em suas próprias informações e crenças, em seus recursos afetivos e em seu acervo de experiências.

Em um ambiente de suspensão e reflexão, o visitante experimenta o encontro entre a dimensão do sagrado, do próximo e da comunidade em que vive. Estruturado em torno de quatro eixos museológicos – Rito; Sacramentos e sacramentais; Ano litúrgico e Devoção popular –, o Museu destaca os sentidos cultural e histórico das liturgias católicas. Aqui, a liturgia é retirada do domínio exclusivamente clerical, para realçar o sagrado que está presente nas relações do cotidiano.

O Museu ultrapassa o universo estritamente eclesiástico e leva o visitante a reflexão. Foto: Jomar Bragança

O Museu ultrapassa o universo estritamente eclesiástico e leva o visitante a reflexão. Foto: Jomar Bragança

Os Percursos do Museu

O Pátio Externo conduz à reflexão própria da Quaresma e à alegria e expectativa que caracterizam o Advento. Entrada e saída do Museu representa os ritos iniciais e finais da missa, em que Deus reúne e envia seus fiéis, respectivamente. No muro de pedra, uma instalação sonora oferece uma audição recolhida de trechos bíblicos, salmos e provérbios. Antes do encontro com as palavras, ações, ritos, devoções e objetos litúrgicos no interior do Museu, o Pátio acolhe e convida ao encontro com o outro, com as cores da natureza e com as experiências e histórias que podem ser compartilhadas ao redor de uma mesa.

No Hall de Entrada, o piso em mosaico alude aos tradicionais tapetes de serragem confeccionados para algumas celebrações religiosas e culturais locais. As imagens de devoção popular apresentadas em uma tela que ocupa toda a extensão vertical da parede estabelecem a relação do litúrgico com a comunidade que lhe dá sentido, combinando as dimensões do público e do sagrado através da vida dos homens em reunião e comunhão com seus corpos, atos, obras e palavras.

Ainda no térreo o visitante seguirá para a sala Liturgia da Palavra, dedicada aos ensinamentos de Deus e àqueles que os difundiram. Nela estão expostas as peças iniciais do acervo – primeiro contato entre objeto litúrgico e espaço museográfico. Além dos elementos relacionados à leitura e à transmissão do conhecimento, como os missais e suas estantes, há ainda objetos e paramentos que criam a atmosfera adequada para a recepção da palavra, oferecida como guia para iluminar a vida.

Contíguo à sala Liturgia da Palavra, o antigo porão da casa abriga a sala Eucaristia e Páscoa, na qual é feito, com delicadeza e decoro, um convite ao contato com os sentimentos inspirados pelo mais importante sacramento, a Eucaristia, que encerra o mistério da presença de Cristo, e pelo principal ciclo litúrgico, a Páscoa, símbolo da ressurreição. Neste ambiente, a luz é não apenas elemento ornamental, mas instrumento de transformação capaz de induzir à ação, à criação e à recriação do mundo, das coisas e de si mesmo. Entre os objetos dispostos, destacam-se candelabros, serpentinas, castiçais e tocheiros. Articulados com os móveis e o odor do incenso, eles remetem à união necessária para que os homens estabeleçam uma vida fraterna e plena.

Ao passar para o pavimento superior, o visitante passa do mistério e da atmosfera intimista das salas do pavimento térreo para o cotidiano da religiosidade católica.

No segundo pavimento, a sala Sacramentos e Sacramentais inaugura os espaços dedicados ao dia a dia da fé. Assim como Deus se fez homem para habitar entre nós, também o sagrado se traduz nos sete sacramentos e nos diversos sacramentais investidos no corpo e na alma do fiel, expressões da vivência cotidiana da devoção. Nesta sala, um terminal multimídia aprofunda os eixos temáticos do Museu por meio de documentos históricos, imagens, vídeos e fotos referentes a cada uma das peças do acervo.

As duas salas denominadas Devoção Popular são dedicadas às inúmeras celebrações religiosas de Tiradentes em que o eclesiástico se une à liberdade das manifestações coletivas. Imagens de procissão, ex-votos, diademas, cruzes, coroas e todos os objetos de devoção mariana e aos santos são feitos de promessas, esperança e gratidão. Uma instalação audiovisual apresenta os elementos da natureza na liturgia, como a água, o óleo, o fogo e as cinzas, encontrados nas mais diversas formas de expressão religiosa, dentro e fora do templo.

O último espaço do Museu é dedicado exclusivamente aos gestos litúrgicos, expostos em uma composição de telas em mosaico. Ambiente privilegiado para a introspecção e a transcendência, nesta sala o visitante pode contemplar o desenho traçado pelos movimentos de sacerdotes e fiéis em uma perspectiva intuitiva e poética, que lhe permite celebrar seus significados e também descobrir que a linguagem litúrgica não se esgota em palavras.

Uma música-percurso original acompanha o visitante através dos espaços expográficos, favorecendo a imersão no contexto litúrgico. Para concebê-la, seu autor, Marco Antonio Guimarães, inspirou-se, entre outros, na obra dos compositores barrocos Bach e Vivaldi e na tradição medieval do canto gregoriano.

O Museu da Liturgia é a tradução da fé expressa nas cidades históricas, nas suas igrejas, tradições e costumes. Vale a pena conhecer mais este atrativo com a D’Minas Turismo.

Fonte: Museu da Liturgia

Fotos: Jomar Braga – Museu da Liturgia

Igreja de São Francisco de Assis: uma das mais belas obras da arquitetura colonial mineira

29/05/2012

Numa das praças mais bonitas de São João del Rei ela está lá, imponente, encantando turistas e viajantes: a Igreja de São Francisco de Assis, um dos principais marcos da arquitetura colonial mineira. Emoldurada por palmeiras imperiais e cercada de jardins, com torres circulares de sinos e ornamentos esculpidos em pedra-sabão, a igreja é um dos mais belos atrativos oferecidos aos visitantes pelo circuito das cidades históricas de Minas Gerais.

A Matriz de São Francisco é uma das mais belas obras do período colonial mineiro

A Matriz de São Francisco é uma das mais belas obras do período colonial mineiro

Fundado pela Venerável Ordem Terceira de São Francisco de Assis este templo católico que teve sua construção iniciada em 1774, se destaca na paisagem, em meio a tantas belas igrejas presentes na cidade. No cemitério da Ordem Terceira, ao fundo da igreja, Tancredo Neves, presidente da República eleito, foi sepultado em 1985. Nascido em São João del Rei, ele era um dos integrantes da irmandade, fundada em 1749. Associações formadas por leigos, as ordens e irmandades tiveram um papel decisivo na formação de Minas Gerais, pois no período colonial estava proibida a presença do clero regular pela Coroa portuguesa. As ordens e irmandades desempenhavam diversas atividades religiosas e foram responsáveis pela construção de igrejas, como a de São Francisco. Tinham caráter assistencialista e de ajuda mútua entre os indivíduos que dela faziam parte denominados de irmãos.

No visual da cidade de São João del Rei ela está lá: exuberante

No visual da cidade de São João del Rei ela está lá: exuberante

E como tudo em Minas Gerais tem história com a construção desta linda obra não poderia ser diferente. Uma polêmica envolve a autoria do projeto da linda Igreja de São Francisco de Assis e com dois grandes artistas da época: Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho e Francisco de Lima Cerqueira. Aleijadinho é considerado autor do risco original, mais tarde modificado por Lima Cerqueira, designado mestre-de-obras do templo. Por carência de documentação a polêmica continua, mas baseado em análises estilísticas e comparativas, Lúcio Costa afirma que o projeto é seguramente de Aleijadinho, apresentando grande semelhança com o restante da obra.

A polêmica da autoria do projeto desta linda igreja é um aperitivo a mais para os visitantes

A polêmica da autoria do projeto desta linda igreja é um aperitivo a mais para os visitantes

A igreja também possibilita ao visitante ser testemunha de um dos atrativos da cidade de São João del Rei, a linguagem dos sinos. Os repiques dos sinos da Igreja de São Francisco de Assis fazem parte de uma rica tradição presente em poucas cidades históricas do Brasil. Uma experiência muito interessante para quem presencia.

Detalhes da Igreja

O partido arquitetônico segue a tendência curvilínea do estilo rococó. O corpo da nave experimenta ligeira ondulação convexa, e as torres cilíndricas recuam-se em relação ao plano da fachada, ricamente ornamentada.

A entrada principal da igreja de São Francisco apresenta, no alto, um acabamento com guirlandas de flores e cabeças de anjos, coroado por dois adornos em espiral sobre os quais se assentam os anjos. Na fachada, vê-se ainda um medalhão, com o escudo de Portugal, de um lado, e, de outro, uma composição com a cruz de são Francisco. Um terceiro medalhão mostra Nossa Senhora da Conceição em meio a guirlandas de flores e fitas. Duas grandes janelas laterais e uma abertura envidraçada completam a parte inferior do conjunto.

A obra de talha é marcada pela exuberância graciosa do rococó. Na capela-mor, a alternância de douramentos sobre o fundo branco dá maior densidade à talha, principalmente se comparado aos púlpitos e altares laterais, originalmente pintados de branco, hoje na cor natural da madeira.

O arco abatido que sustenta o coro representa obra de arrojo arquitetônico para época, realizada por Souza Lopes. No arco da porta principal existe uma interessante cabeça de Cristo esculpida.

Na parte superior, surge a figura de São Francisco, recebendo os estigmas de Cristo no monte Alverne, isto é, as cicatrizes deixadas em seu corpo pela crucificação, de acordo com a tradição religiosa. Em 1224, na região da Toscana, Itália, Francisco rezava fervorosamente quando Cristo apareceu em suas orações e deixou impressos em seu corpo os sagrados estigmas da Paixão.

Vale a pena conhecer esta linda obra do período colonial brasileiro

Vale a pena conhecer esta linda obra do período colonial brasileiro

No interior do templo, merecem destaque o conjunto de talhas da capela-mor (talhas são obras de arte feitas em madeira), os seis altares da nave e os púlpitos, apresentando nítida influência da escola de Aleijadinho. A capela-mor possui composição em relevo com representação da Santíssima Trindade, com as figuras do Pai, do Filho e do Espírito Santo em madeira policromada sobre nuvens e cabeças de anjos. Nas paredes laterais, telas representam a Santa Ceia e a Traição de Judas. Um dos púlpitos traz a cena da Anunciação e as figuras de são João e são Lucas, contendo inscrições com os nomes de cada um. No outro, estão representados o Padre Eterno e as figuras de são Mateus e são Marcos.

Com certeza em uma passagem por Minas Gerais a Igreja de São Francisco de Assis em São João del Rei deve fazer parte de todos os roteiros.

Fonte: Governo de Minas Gerais e Portal das Cidades Históricas e Portal das Cidades Históricas

Aiuruoca: a exuberância da natureza de Minas

29/05/2012

Minas Gerais tem cidades pouco conhecidas, mas que mantém grande potencial turístico e que apresentam atrativos que valem a pena conhecer. Uma destas cidades é Aiuruoca, localizado em uma região com paisagens exuberantes, muitas cachoeiras, trilhas, montanhas e bosques de Araucárias. O município, que faz parte do circuito turístico Montanhas Mágicas de Minas e da Estrada Real, tem áreas preservadas no Parque Estadual do Papagaio, no famoso Vale do Matutu e também na Serra da Mantiqueira.

Pico do Papagaio: 2100 metros de altitude e vista exuberante. Foto: Guilherme Figueiredo Quadros  - Pousada Do Lado de Lá

Pico do Papagaio: 2100 metros de altitude e vista exuberante. Foto: Guilherme Figueiredo Quadros – Pousada Do Lado de Lá

Aiuruoca, no tupi-guarani “casa de papagaio” (ajuru, papagaio; oca, casa), é uma bucólica cidadezinha do sul de Minas com pouco mais de 6 000 habitantes, que vive sob a influência da pecuária leiteira, embora suas origens remontem à corrida do ouro das Minas Gerais. Fundada pelo bandeirante paulista João Siqueira Afonso que em 1706 transpôs os paredões da Mantiqueira e aos pés de um majestoso pico de formas arredondadas fundou um arraial junto às minas recém descobertas que haviam ganhado o nome de Aiuruoca.

A natureza aqui é o grande atrativo

A região onde está Aiuruoca que compõem a Estrada Real tem diversos vestígios do período colonial, mas a natureza aqui é o grande atrativo. Com sua extensão territorial formada por relevo montanhoso e acidentado a região é composta por inúmeras nascentes, corredeiras, cachoeiras, vales e trechos ainda preservados da exuberante Mata Atlântica, além de enclaves com lindas matas de Araucária. Na região são mais de 80 cachoeiras e ribeirões.

Dezenas de cachoeiras e a harmonia com a natureza. Foto: Guilherme Figueiredo Quadros - Pousada do Lado de Lá

Dezenas de cachoeiras e a harmonia com a natureza. Foto: Guilherme Figueiredo Quadros – Pousada do Lado de Lá

Com espaços preservados os animais também estão por toda a parte. Diversas espécies de anfíbios, aves e mamíferos sobrevivem no parque, com destaque para o macaco sauá, o mono-carvoeiro, o papagaio de peito roxo, o urubu-rei, o lobo guará e a onça parda.

O Pico do Papagaio, 2 100 metros de altitude, é o símbolo e o principal atrativo de Aiuruoca. Chegar no seu topo é deslumbrar- se com uma indescritível vista panorâmica. Lá de cima, avista-se o Pico das Agulhas Negras ao sul, a Chapada das Perdizes ao norte e inúmeras elevações e cidades próximas como Baependi, Alagoa, Itamonte e Pouso Alto.

Os bosques de Araucárias são destaques na paisagem de Aiuruoca. Foto: Rodrigo Fiume

Os bosques de Araucárias são destaques na paisagem de Aiuruoca. Foto: Rodrigo Fiume

O Vale do Matutu (cabeceiras sagradas, em tupi-guarani) está localizado a 18 km do centro da cidade e é outra referência pelas belezas naturais. Uma delas é a deslumbrante Cachoeira do Fundo, com 130 metros de queda. A paisagem do verdejante vale revela ainda as cachoeiras das Fadas e Três Marias e o irresistível Poço dos Maçados, excelente para um reconfortante mergulho. O Vale do Mututu também integra uma Reserva da Biosfera da Mata Atlântica por preservar esse valioso bioma.

Outro vale que também faz a fama de Aiuruoca é o Vale dos Garcias, desenhado pelo serpentear do Ribeirão Papagaios, onde se chega pela estrada que dá acesso ao Parque Estadual Serra do Papagaio. O lugar abriga incontáveis quedas d’água, corredeiras e poços, como o conhecido Poço do Joaquim Bernardo e as cachoeiras da Esperança e do Tiziu, além da Cachoeira dos Garcias, uma das quedas mais belas da região do sul de Minas. De águas límpidas e frias, a cachoeira encanta pelo seu formato e pela paisagem verdejante da Mata Atlântica em volta. No caminho, os encantadores cenários do vale que podem ser contemplados do alto de mirantes naturais, a maioria a quase 1 800 metros de altitude.

Cachoeira dos Garcias: uma das quedas mais belas de Minas. Foto: Guilherme Fiqueiredo Quadros - Pousada do Lado de Lá

Cachoeira dos Garcias: uma das quedas mais belas de Minas. Foto: Guilherme Fiqueiredo Quadros – Pousada do Lado de Lá

Ricos exemplares da fauna e flora podem ser observados na imponente mata que fazem da cidade de Aiuruoca o lugar ideal para um delicioso contato com a natureza.

Este paraíso natural é mais um dos atrativos para sua viagem a Minas Gerais.

Fonte: Revista Sagarana

Fotos: Guilherme Figueiredo Quadros – Pousada do Lado de Lá e Rodrigo Fiume

Museu de Artes e Ofícios: encontro do trabalhador consigo mesmo

30/04/2012

Belo Horizonte, uma das principais capitais do Brasil é nacionalmente conhecida pela sua diversidade cultural expressa em manifestações, eventos e espaços. Um destes espaços que nos ajuda a contar a história do Brasil e porque não a nossa própria história é o Museu de Artes e Ofícios – MAO, um espaço cultural que abriga e difunde um acervo representativo do universo do trabalho, das artes e dos ofícios do Brasil. Um lugar de encontro do trabalhador consigo mesmo, com sua história e com o seu tempo.

Museu de Artes e Ofício: o encontro do trabalhador consigo mesmo

Museu de Artes e Ofício: o encontro do trabalhador consigo mesmo

Iniciativa do Instituto Cultural Flávio Gutierrez – ICFG, em parceria com o Ministério da Cultura e a CBTU, Companhia Brasileira de Trens Urbanos, o MAO preserva objetos, instrumentos e utensílios de trabalho do período pré-industrial brasileiro e revela a riqueza da produção popular, os fazeres, os ofícios e as artes que deram origem a algumas das profissões contemporâneas, um amplo painel da história e das relações sociais do trabalho no Brasil, nos últimos três séculos.

MAO: capacidade criativa, sensibilidade e arte

MAO: capacidade criativa, sensibilidade e arte

A coleção que deu origem ao Museu, com peças originais dos séculos XVIII ao XX, foi iniciada há cerca de cinqüenta anos. Nela estão representados os mais variados ofícios do homem brasileiro. São ferramentas, utensílios, máquinas e equipamentos diversos que, individualmente ou em conjunto conduzem cada visitante a uma identificação com o universo do trabalho ali referenciado. A observação do acervo também revela que, mesmo quando desenvolve uma peça voltada para suprir uma necessidade de trabalho, o homem usa sua capacidade criativa e se expressa com arte e sensibilidade.

O MAO é um amplo painel da história e das relações sociais do trabalho no Brasil

O MAO é um amplo painel da história e das relações sociais do trabalho no Brasil

O acervo está dividido em áreas temáticas como ofícios da cozinha, da mineração, da madeira, do comércio, dos transportes, dentre tantos outros. E também por categorias como energia, ferraria, queijaria, tecelagem e outros.

Estação Central é um marco da capital

O MAO está instalado na Estação Central de Belo Horizonte, por onde transitam milhares de pessoas diariamente. É assim, um espaço coerente com a natureza da coleção, bem próximo ao trabalhador. Para abrigar o Museu foram restaurados dois prédios antigos, de rara beleza arquitetônica, tombados pelo patrimônio público. A sua implantação incluiu ainda a recuperação, pela Prefeitura de Belo Horizonte, da Praça da Estação, marco inaugural da cidade, que, cada vez mais, se consolida como espaço destinado a eventos e manifestações culturais.

Praça da Estação: marco inaugural da cidade

Praça da Estação: marco inaugural da cidade

O projeto do museógrafo Pierre Catel integra os dois prédios principais através de um túnel e transforma as áreas externas próximas às plataformas de embarque e desembarque do Metrô em galerias expositivas, criando uma surpreendente estação – museu. A área total é de 9.000m² e abrange espaço para exposições temporárias, jardim-museu, área de convivência, café e loja.

Mais um grande atrativo que Belo Horizonte reserva para seus visitantes. Conheça com a D’Minas Turismo.

Fonte: Museu de Artes e Ofícios – MAO

Comida di Buteco: de Belo Horizonte para o Brasil

30/04/2012

Teve início em abril o já consagrado Concurso Comida di Buteco, conhecido como o maior concurso gastronômico do Brasil. O concurso que teve suas primeiras edições somente em Belo Horizonte exportou a tradição para várias cidades do país. Em 2012, o Comida di Buteco será realizado, simultaneamente, em 15 cidades: Belém, Belo Horizonte, Campinas, Fortaleza, Goiânia, Ipatinga, Juiz de Fora , Manaus, Montes Claros, Poços de Caldas, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro,  Salvador, São José do Rio Preto e Uberlândia. São Paulo será a décima sexta cidade a realizar o concurso este ano, mas com data inicial diferente das demais cidades. A estimativa é que cerca de 400 botecos vão participar em todo o Brasil.

O Comida di Buteco quer ajudar a divulgar um delicioso universo, os dos botecos espalhados pelo país, com sua gastronomia diferenciada, com bons tira-gostos, com preços acessíveis, com o atendimento informal sem que o profissionalismo seja comprometido. Comer bem sem complicação, num ambiente descontraído, integrado com o ambiente e com a vizinhança, repleto de gente bonita e feliz.

Concurso em Belo Horizonte já virou tradição

O concurso que teve início em abril e vai até o dia 13 de maio já virou uma tradição em Belo Horizonte sendo que a expectativa dos organizadores é de que 800 mil pessoas passem pelos 41 botecos participantes entre estreantes e veteranos no festival. Neste ano, o ingrediente principal dos pratos é o Queijo Minas.

Tendo o Queijo Minas como ingrediente principal os bares participantes capricham na originalidade dos pratos

Tendo o Queijo Minas como ingrediente principal os bares participantes capricham na originalidade dos pratos

Belo Horizonte que já conhecida como a capital dos botecos neste período do concurso os bares participantes ganham ainda mais visibilidade, se tornam um ponto de encontro com o sabor. O concurso se tornou tão importante que amigos organizam caravanas para percorrer os bares do circuito e saborear todos os pratos. O Comida di Buteco tem atraído também caravanas de outras cidades, além de muitos turistas, inclusive estrangeiros que vem saborear os pratos que estão cada vez mais criativos.

O Comida di Buteco ajuda a divulgar o delicioso universo dos bares de Belo Horizonte

O Comida di Buteco ajuda a divulgar o delicioso universo dos bares de Belo Horizonte

Participação feminina é destaque

Na 13ª edição do Comida di Buteco, não é difícil constatar uma realidade: as mulheres são a maioria nos botecos. Segundo levantamento dos últimos anos, 60% do público do concurso é composto pelas “botequeiras”. Elas não apenas dividem as mesas, como também estão pro trás de toda a produção dessas casas. Somente em 2012, três dos sete botecos que estréiam no circuito, são administrados pelas mulheres: Bar da Claudinha, Casa Velha e Recanto da Macaca. Com objetivos ousados, elas procuram trilhar o mesmo caminho do Bar da Cida e Bar da Lôra, comandados por mulheres e que já se sagraram campeãs em outras edições do Comida di Buteco.

Mulheres são destaque no concurso: presença maior do que a masculina

Mulheres são destaque no concurso: presença maior do que a masculina

Assim como nas edições anteriores, em 2012, mais uma vez o público feminino promete superar o masculino. Para Virgínia Costa, do Recanto da Macaca, esse cenário evidencia o crescimento e a independência das mulheres em vários aspectos, mas principalmente no fator socioeconômico.  “Elas sentam em mesas de cincos, setes mulheres e chegam nos seus próprios carros, muitas vezes não estão acompanhadas por homens. Pudemos perceber que muitas delas vem apenas para se divertir e bater papo”. Cida compartilha a opinião da colega e garante que no Bar da Cida, as mulheres também são maioria “Aqui, o grupo feminino foi bem maior do que o masculino, elas tem comparecido em grande número. Ganhadora do concurso em 2010, o Bar da Lôra é um dos exemplos de como as mulheres conquistaram seu espaço. Segundo “Lôra”, quando assumiu o negócio, em 2005, não existia nenhuma mulher a frente de botecos no Mercado Central. “Hoje somos duas, o que já é uma conquista.

Mulheres fazem sucesso também na gestão dos botecos

Mulheres fazem sucesso também na gestão dos botecos

Uma das estreantes no Comida di Buteco, Márcia Soares, da Casa Velha divide o mesmo pensamento e considera que o público feminino têm frequentado cada vez mais os botecos. “Já ficou claro que as mulheres gostam do Comida di Buteco e estão sempre atenta ao atendimento, qualidade dos pratos e também à limpeza,” conclui.

Exemplo claro do novo perfil de botequeiros é o Grupo das Meninas, formado por dez mulheres com idade entre 28 e 73 anos, que se reúnem sempre na 2ª quinta-feira de cada mês em um boteco de Belo Horizonte. O grupo surgiu em 2006 quando as fundadoras se perguntaram: “já que os homens se encontram pra jogar futebol, porque não podemos nos reunir para colocar a conversa em dia?”. Eunice de Freitas, 73, admite que as reuniões costumam ser uma das atrações mais prazerosas do mês. “A ideia central é ter um dia pra gente se encontrar, bater papo, conhecer os botecos de BH. No grupo existem mulheres que bebem e não bebem, o importante é se distrair. Temos algumas regras: no mês do Comida di Buteco, por exemplo, temos que ir num boteco que esteja participando do concurso”, explica.

Maria Eulália Araújo é uma das sócias e realizadoras do Comida di Buteco e confirma essa mudança. “Hoje 60% do público do Comida di Buteco é feminino. Não existe mais receio da mulher em se apropriar do ambiente dos botecos. Prova dessa quebra de preconceito, é que de alguns anos pra cá, surgiram movimentos como  confrarias femininas de cachaça e cerveja”, completa Maria Eulália.

O concurso termina no dia 13 de maio e o grande vencedor será anunciado na também tradicional Festa da Saideira, no dia 19, com shows de Nando Reis, Monobloco e Aline Calixto.

Fonte e Fotos: Comida di Buteco e Pessoa Comunicação

News Viver Minas chega ao terceiro ano

30/04/2012

Dvulgar Minas Gerais, suas cidades, seus atrativos, sua cultura e toda a sua beleza. Com este intuito finalizamos com muita alegria o segundo ano de envio consecutivo da News Viver Minas que ao longo deste tempo tem cumprido a sua missão, sendo não apenas um canal de comunicação da D’Minas Turismo com seus clientes, mas um espaço de divulgação do que Minas Gerais tem de melhor.

A nova edição recebeu algumas alterações gráficas, mas manteve a sua identidade. O layout recebeu um banner que identificam sobremaneira o estado, a Igrejinha da Pampulha e a Maria Fumaça de Tiradentes. A matéria destaque recebeu modificações aumentando o espaço para o título e para a foto. Da seção Olhares foi retirado o descritivo para provocar realmente a atenção a imagem, os atrativos sob o olhar do leitor. Apesar das alterações gráficas o periódico mantém a mesma linha editorial e a qualidade já conhecida de suas matérias.

News Viver Minas: o primeiro ano já foi um sucesso

News Viver Minas: o primeiro ano já foi um sucesso

A News Minas Gerais que já se estabeleceu junto ao seu público recebe sempre muitos elogios e um feedback muito positivo de quem curte mensalmente as matérias divulgadas no periódico e publicadas no blog da D’Minas Turismo.

Para Ricardo Campos Diretor Executivo da D’Minas Turismo a News Viver Minas vem ao longo do anos melhorando seu visual tornando-o mais atraente para os leitores e a cada dia aumentando sua base de envio.Enviado para um mailing formado por mais de 2 mil endereços de agências e operadoras a news passa a ter também um grande apelo para o público final. “A cada dia recebemos novas solicitações de cadastramento via site da D’Minas Turismo, sempre com perfil de público final. Este novo perfil da news emerge para novas oportunidades de negócios para parceiros como hotéis, pousadas, atrativos e restaurantes. Já temos a intenção de ter no periódico espaços destinados a este fim”, destaca o executivo.

O segundo ano da news foi de consolidação junto ao seu público

O segundo ano da news foi de consolidação junto ao seu público

Já a Gerente de Operações Tati Campos destaca o alcance da news junto ao público da agência: “além de divulgar as belezas e atrativos de Minas Gerais a news tem impactado positivamente os negócios da agência. Muitos clientes conheceram a empresa por meio da news”, revela.

Aguardada a cada mês a News Viver Minas chega ao terceiro ano orgulhoso por ter você como leitor, motivo de sua existência. Aproveitem mais um ano informado do que Minas Gerais tem de melhor e viva experiências em nossa companhia.

Estrada Real: Minas para todos os gostos

30/03/2012

Muitos ainda têm dúvidas, acham que é um atrativo específico, outros duvidam que ela realmente existiu, mas a Estrada Real vem se consolidando a cada ano como um dos maiores complexos turísticos e culturais do país, unindo cidades e vilas de Minas Gerais e garantindo aos turistas experiências inesquecíveis.

A Estrada Real são caminhos formados ao longo de muitos anos de idas e vindas, das Minas ao litoral em buscas de riquezas, desde o século XVII. Os caminhos foram abertos oficialmente pela Coroa Portuguesa e ligam as antigas regiões das minas e das pedras preciosas, do interior do estado de Minas Gerais ao litoral do Rio de Janeiro, passando ainda por São Paulo. Constituída basicamente pelas vias de acesso, os pontos de parada, as cidades e vilas históricas que se formaram durante o passar dos homens e do tempo.

Estrada Real: os caminhos do ouro e dos diamantes

Estrada Real: os caminhos do ouro e dos diamantes

Assim se formou o complexo da Estrada Real, cercado de montanhas, natureza, cultura e arte. Hoje o complexo reúne uma série de atrativos para turistas que querem se encantar com tanta beleza e história.

A Estrada Real é formada por quatro caminhos. Conheça:

Caminho Velho

Do mar às minas, soma 630 quilômetros. Saindo de Paraty, no litoral fluminense, passa pela Serra da Mantiqueira, pelo Circuito das Águas, por antigas vilas transformadas em cidades de médio porte e grande potencial turístico. A parada final é em Ouro Preto, ponto central da Estrada Real.

O Caminho Velho foi a primeira via aberta oficialmente pela Coroa Portuguesa para o tráfego entre o litoral fluminense e a região mineradora. A notícia da riqueza das minas fez com que fosse decretado como legal somente o Caminho Velho, instituindo crime de lesamajestade quem adentrasse o interior do país sem passar pelos registros de fiscalização e controle.

Caminho Novo

Os 515 quilômetros do Caminho Novo são os mais jovens da Estrada Real. Sua criação ocorreu em 1698, mas foi entre 1722 e 1725 que a rota estava finalmente definida. De Ouro Preto ao Rio de Janeiro, liga Minas Gerais ao mar da capital fluminense. Hoje, repleto de atrativos turísticos, guarda dezenas de vestígios da época mineradora, um verdadeiro convite para o viajante.

Aberto para ser alternativa ao Caminho Velho, devido às necessidades de recebimento de mais trabalhadores e equipamentos e do escoamento da crescente produção de ouro e diamantes, o Caminho Novo guarda para os turistas uma série de elementos da época das bandeiras e das primeiras explorações do território. São túneis, chafarizes e fazendas, alguns hoje transformados em confortáveis meios de hospedagem, que resgatam construções e costumes dos séculos XVIII e XIX.

A Inconfidência Mineira é a principal marca histórica de uma série de municípios do Caminho Novo. As dificuldades, lutas e ideais defendidos pelos inconfidentes estão até hoje marcadas em locais como Conselheiro Lafaiete e Ouro Branco, em Minas Gerais, e Inconfidência, distrito de Paraíba do Sul, no estado do Rio de Janeiro, que guarda o Museu de Tiradentes.

As sinalizações fazem a demarcação dos trechos da Estrada Real

As sinalizações fazem a demarcação dos trechos da Estrada Real

Caminho dos Diamantes

O Caminho dos Diamantes tem cerca de 350 quilômetros e liga Diamantina a Ouro Preto. Passou a ter grande importância a partir de 1729, quando as pedras preciosas de Diamantina ganharam destaque nas economias brasileira e portuguesa.

Além da história de seus municípios, da cultura latente e da gastronomia típica, o Caminho dos Diamantes destaca-se pela beleza natural. Abriga o Parque Nacional da Serra do Cipó – trecho da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço – e suas cachoeiras, paredões e serras que permitem atividades como canoagem, rafting, moutain bike, cavalgadas, escaladas e, claro, boas viagens de carro por estradas de terra, entre pequenas cidades e vilarejos, ricos em fauna e flora.

Seu entorno conta ainda com outras sete unidades de conservação. São os Parques Estaduais do Rio Preto, de Biribiri, do Itambé, da Serra da Candonga, da Serra do Rola-Moça e do Itacolomi, além do Parque Nacional das Sempre-Vivas. A paisagem do Cerrado, que marca toda a região, mescla vegetação de campos de altitude com zonas de transição para Mata Atlântica.

Próximo ao Caminho dos Diamantes, no município de Confins, está o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, importante elo entre cidades do sudeste brasileiro com diversas regiões do mundo.

Caminho de Sabarabuçu

O Caminho de Sabarabuçu foi criado como uma rota alternativa entre o Caminho dos Diamantes e a cidade de Ouro Preto. Seus 160 quilômetros conectam os distritos de Cocais (Barão de Cocais) e de Glaura (Ouro Preto).

A curta distância é suficiente para abrigar lugares com muita história para contar. Há cerca de trezentos anos, as serras íngremes do trecho, cortadas por cursos d’água como o rio das Velhas, eram vistas como verdadeiros tesouros, onde seria possível achar ouro e outros metais preciosos. Essa crença devia-se ao brilho que a atual Serra da Piedade (antigo Pico de Sabarabuçu) tem. O que os bandeirantes imaginavam ser ouro é, na verdade, o minério de ferro do topo da montanha, que reflete a luz do sol.

O caminho segue margeando o rio das Velhas e tem a Serra da Piedade, do alto dos seus 1.762 metros, como um dos atrativos. Além da mítica história da serra que reluz, servia também como referência de localização para a chegada nas minas a partir de Raposos, Sabará e Caeté.

Conhecer a Estrada Real é reviver o passado e a história de Minas e do Brasil. Caminhar pela Estrada Real é reviver os passos e os caminhos percorridos pelos escravos, pelo ouro e pela história.

Instituto Estrada Real: desenvolvimento do turismo regional

O desenvolvimento das regiões que compõem a Estrada Real tem um parceiro de peso que vem contribuindo para melhoria, em todos os aspectos, para a recepção de turistas que procuram vivenciar o que Minas Gerais tem de melhor: o Instituto Estrada Real (IER).

O Instituto Estrada Real (IER) é uma entidade sem fins lucrativos criada em 1999 pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Com uma equipe de técnicos especializados em turismo, transformou o antigo caminho, aberto há mais de 300 anos pela Coroa Portuguesa, em um destino turístico reconhecido no Brasil e no exterior.

Hoje, a ER passa por 199 municípios – 169 em Minas Gerais, 22 em São Paulo e oito no Rio de Janeiro – e tem 1,6 mil quilômetros de extensão e mais de 80 mil quilômetros quadrados de área de influência.

Com o fortalecimento da cadeia produtiva do turismo, o IER busca o desenvolvimento sustentável dos municípios da Estrada Real. A demanda gerada pelos milhões de visitantes do destino é capaz de movimentar mais de 50 setores da indústria, criando oportunidades de lucrativos negócios, de mais empregos e renda, contribuindo de forma efetiva para a redução das desigualdades sociais do país.

Nos 12 anos da sua fundação, o Instituto Estrada Real, em parceria com diversas entidades, vem trabalhando para identificar potencialidades turísticas, industriais e de negócios das cidades e regiões pertencentes ao destino Estrada Real, com especial atenção à manutenção da cultura regional e respeito ao meio ambiente, baseados em um modelo de Turismo Sustentável.

A D’Minas Turismo sempre teve o apoio do IER para suas ações de divulgação das regiões que compõe o complexo. “O IER sempre foi um grande parceiro da D’Minas Turismo, estamos sempre juntos em prol do turismo e do desenvolvimento das regiões que compõe a Estrada Real”, declara Tati Campos, Gerente de Operações da D’Minas.

Conheça os roteiros da Estrada Real da D’Minas Turismo e viva histórias em nossa companhia.

Fonte: Estrada Real

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